
No 1º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 14,4%. Houve um crescimento em relação à do 4º trimestre (que havia sido de 13,5%), mas foi a menor para um 1º trimestre em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 13%. A taxa de desocupação para o estado voltou a crescer após três trimestres em queda.
Com isso, a Bahia se manteve, pelo quinto trimestre consecutivo, com a maior taxa de desocupação do país. O indicador baiano seguiu bem acima do nacional (8,8%) e equivalia a mais de quatro vezes o verificado em Rondônia, que tem a menor taxa de desocupação do Brasil (3,2%).
Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (18/5) pelo IBGE. O município de Salvador registrou, no 1º trimestre deste ano, uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (16,7%) e que também aumentou frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 14,3%).
Foi a maior taxa desocupação entre as capitais brasileiras pelo quarto trimestre consecutivo, desde que as informações da PNAD Contínua Trimestral voltaram a ser divulgadas para as capitais e regiões metropolitanas, no 2º trimestre de 2022, após dois anos de interrupção, em virtude da pandemia.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por sua vez, a taxa de desocupação ficou ainda maior do que na Bahia e na capital: 16,9% no 1º trimestre de 2023.
Também mostrou tendência de alta frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,4%), mas deixou de ser a maior entre as regiões metropolitanas pesquisadas em todo o Brasil, sendo ultrapassada pela RM Recife (17,3%) e tendo agora a 2ª maior taxa do país nesta comparação.
O aumento da taxa de desocupação na Bahia, do 4º trimestre de 2022 para o 1º trimestre de 2023 é resultado do aumento do número de pessoas desocupadas, mesmo com a diminuição do quantitativo de pessoas na força de trabalho no estado.
De janeiro a março, o estado tinha 6,887 milhões de pessoas na força de trabalho (quem estava trabalhando ou procurando trabalho). Esse número representa uma queda de 1,6% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foram 110 mil pessoas a menos na força de trabalho na Bahia.
Mesmo com menos pessoas na força de trabalho, a população desocupada (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido caso tivesse encontrado) cresceu na Bahia frente ao 4º trimestre do ano passado. Houve um aumento de 5,2% nos desocupados no estado, que chegaram a 994 mil pessoas (+49 mil frente ao 4º tri/22).