
A taxa de desocupação para o estado voltou a crescer após três trimestres em queda. Com isso, a Bahia se manteve, pelo quinto trimestre consecutivo, com a maior taxa de desocupação do país. O indicador baiano seguiu bem acima do nacional (8,8%) e equivalia a mais de quatro vezes o verificado em Rondônia, que tem a menor taxa de desocupação do Brasil (3,2%).
Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (18/05/2023) pelo IBGE. O município de Salvador registrou, no 1º trimestre deste ano, uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (16,7%) e que também aumentou frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 14,3%).
O resultado da pesquisa também mostra que a capital baiana, Salvador, tem a maior taxa de desemprego entre as capitais brasileiras pelo quarto trimestre consecutivo. Desde que as informações da PNAD Contínua Trimestral voltaram a ser divulgadas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por sua vez, a taxa de desocupação ficou ainda maior do que na Bahia e na capital: 16,9% no 1º trimestre de 2023.
O governador até tentou justificar a taxa crescente de desocupação na Bahia, vejam “É um tema muito sensível. Mas, o resultado da pesquisa do IBGE não é da Bahia, mas sim de Salvador e região metropolitana. Nós tivemos no último período, a capital baiana com melhores indicadores, mas agora o ibge apresenta a justificativa que é o impacto das pessoas que estavam no mercado de trabalho durante ano novo, natal e carnaval. Com a saída dessas pessoas acabou elevando os indicadores de desemprego em Salvador e RMS”, esclareceu Rodrigues.
O chefe do executivo baiano comentou também sobre as expectativas para os índices do próximo trimestre. “A expectativa também em projeção do ibge é que esses números comecem a se inverter e no próximo trimestre a gente passe a ter uma posição melhor”,
Este aumento no desemprego no estado da Bahia e em outros estados brasileiros, pode estar sendo impulsionado pela desconfiança dos investidores na política economia do governo federal. Por outro lado, no caso da Bahia, o estado tem registrado muitas invasões de terras, o que pode ter feito com que o agro que é a maior potência na geração de emprego e renda ter diminuído os investimentos e assim, fazendo com que o comercio vende menos e com isso diminua o número de empregados.