
Em entrevista nesta quarta-feira, o delegado Moisés Damasceno, coordenador regional da Polícia Civil de Eunápolis, no sul da Bahia, falou sobre o andamento das investigações que envolvem o assassinato da cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, morta com um tiro no pescoço no último dia 6/7.

De acordo com o delegado, o principal acusado de ter atirado na adolescente é ex-marido da vítima identificado por Amadeu, ambos são ciganos e têm a mesma idade. Após o crime, ele na companhia de seu pai, Amorim Junior e outro cigano identificado como Averlon, fugiram da cidade em dois carros. Eles fugiram sentido ao distrito de São João do Sul, estrada que dar acesso a Minas Gerais.
Ainda segundo o delegado, Moesse Damasceno, eles passaram por Minas Gerais e seguiram para o Estado do Espirito Santo, aonde a polícia acredita que ainda estão escondidos.
O delegado falou ainda, sobre uma publicação que circulou nas sociais de que o pai da vítima havia oferecido um valor de R$ 300 mil por informações sobre o paradeiro do suspeito que assassinou a jovem. Ele foi ouvido e durante o depoimento ele negou que tenha oferecido qualquer valor, dizendo que apenas quer justiça.
“As investigações estão na fase de oitiva de pessoas, familiares, testemunhas que souberam como o fato ocorreu. E a versão principal no momento é de que o tiro foi efetuado pelo esposo da vítima, um jovem de 14 anos que também é integrante da cultura cigana, que casou com ela em maio. Ele e a família fugiram por uma estrada de chão que dá acesso para Minas Gerais. De lá, foram para o Espírito Santo” contou o delegado.
O delegado acrescentou que uma equipe da Polícia Civil da Bahia faz operação com policiais do Espírito Santo para encontrar o acusado. Um imóvel que teria sido usado como esconderijo para ele e a família foi encontrado em Vitória. Do local, eles teriam partido para uma comunidade cigana na cidade de Cariacica, que fica na Região Metropolitana de Vitória.
Em um vídeo gravado pelo pai da vítima, ele conta que foi encontrado sinais de maus tratos no corpo da jovem. Ele ainda falou que encontrou um chicote e fala que foi usado para bater na vítima, ainda segundo ele foram 40 dias de casados e foram 40 dias de sofrimentos que a filha passou