
Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, dia 01/08, os trabalhadores em educação do município de Guaratinga decidiram manter um blecaute na educação até o quinto dia útil. A decisão se dar por falta de diálogo entre a gestão e a categoria que reivindica a correção no piso salarial dos anos 2020, 2022 e 2023, além dos direitos trabalhistas dos professores que não vem sendo cumprindo pela gestão.
Para piorar a situação, os professores que vinham mantendo uma greve de 50% como diz a lei da greve, tiveram valores de seus vencimentos relativos aos meses de maio e junho cortados pela gestão. Em alguns casos, ouve diferença de valor salarial de quase 60%. Os cortes nos salários aconteceram mesmo os professores estando de recesso.
Segundo o coordenador da APLB-Sindicato, Núcleo Garça Braga da cidade de Guaratinga, Cleiton Ribeiro, foram muitos os ofícios enviados pela APLB pedindo reunião para tratar dos assuntos pertinentes a educação e a categoria que tem vivenciado uma grande discriminação por parte da gestão. Até os direitos de insalubridade das merendeiras da educação foram retiradas pela gestão.
Mesmos aqueles professores que a muitos anos trabalhando como professor na educação do município e que possuem seus direitos assegurados por lei, não vem sendo respeitados pela gestão municipal. Além disso, os professores efetivos têm um plano de carreira, incorporam gratificações de tempo de serviço e evolução funcional aos salários e possuem todos os direitos trabalhistas de um servidor estatutário, mas nem isso tem servido de garantia para a categoria que vem acumulando perdas salariais nos decorrer de anos.
Porém, para surpresa e indignação dos trabalhadores em educação, que esperavam que o secretário de educação marcassem uma reunião neste final de julho para oficializar uma proposta que poderia encerrar a greve, o secretário não marcou a reunião e apenas descontou nos contra cheques valores acima de 50% nos pagamentos repassados referente aos meses de maio e junho.
No dia 13/06/2023, a categoria recebeu uma boa notícia, a juíza Silvana Fleury Curado da Comarca da cidade, determinou o pagamento do reajuste do piso salarial nacional de 12,84% referente ao ano de 2020. Mas a alegria durou pouco, a prefeita Marlene Dantas, recorreu da decisão e os professores continuam a três anos sem receber os reajustes do piso nacional.
Para a APLB-Sindicato, o desconto nos contra cheques dos professores por participar da greve é ilegal e indevido, pois a greve foi julgada legal pela Justiça, e o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacificado de que não se pode cortar o salário de servidores em greve.
Com essa atitude, a administração do prefeita Marlene Dantas, demonstra total falta de compromisso com a educação e descaso com a luta da categoria, que encontra-se com salários defasados e lutam por melhorias.
A partir dessa decisão da categoria de manter a greve, essa semana o comando de greve estará em ação, com visitas às escolas visando mobilizar os trabalhadores em educação para que reforcem a luta e também para realizar manifestações e atos públicos com a finalidade de buscar o apoio da sociedade e esclarecer acerca da verdadeira situação da educação no município.