Homem morre em SC após disparo de arma de choque pela PM

- 26/03/2012 - 17:19


Um homem de 33 anos morreu na madrugada de domingo (25) em Florianópolis após ser imobilizado com um choque elétrico de uma pistola modelo Taser disparada por um policial militar.

O caso aconteceu no bairro dos Ingleses, região norte da capital catarinense. Segundo a Polícia Militar, policiais de uma guarnição próxima foram até o apartamento do homem, por volta de 2h30, atender uma ocorrência de violência doméstica. O homem foi identificado como Carlos Barbosa Meldola, um gerente de uma empresa de transportes.

A PM afirma que foi chamada pela mulher de Meldola, uma administradora de empresas de 31 anos. Na ocorrência, a PM registrou que a mulher relatou que o marido estava descontrolado, destruindo o apartamento e sofrendo de alucinações após ter consumido uma grande quantidade de cocaína no sábado (24).

A polícia afirma que o Taser foi disparado por um PM quando o homem ameaçou se jogar pela janela do apartamento, que fica no terceiro andar.

“A arma foi disparada numa tentativa de salvar a vida dele”, diz o tenente-coronel Fernando da Silva Cajueiro, responsável pela comunicação social da PM catarinense.

Após o disparo da carga que pode chegar a 50 mil volts, Meldola se escorou numa parede e os policias perceberam que ele aparentava não apresentar sinais vitais. Segundo a PM, os policiais tentaram reanimar o homem, mas logo perceberam que ele estava morto.

Ainda segundo a PM, um inquérito vai ser aberto pela Polícia Militar para investigar o caso.

A Polícia Civil também abriu uma investigação. O delegado Antonio Claudio Seixas Joca, responsável pelo caso, afirma que solicitou a apreensão a pistola de choque, que deve passar por uma perícia. O delegado também afirma que deve ouvir ao longo da semana a mulher da vítima e os PMs que atenderam a ocorrência.

A polícia também espera a conclusão de um laudo do Instituto Médico Legal de Florianópolis que deve detalhar as causas da morte.

O corpo de Meldola foi enterrado na manhã desta segunda-feira (26) em Curitiba/PR.

Em 18 de março, o estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21, foi morto em Sydney, na Austrália, depois que policiais efetuaram uma série de disparos com o aparelho similar ao utilizado pela polícia catarinense.

Editoria de arte Folhapress

 

Fonte: FOLHA

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