
Nessa terça-feira, dia 05/11, a Polícia Civil de Eunápolis, por meio de sua equipe de investigadores do Setor de Inteligência (SI), realizou uma ação que resultou na apreensão de diversos equipamentos e na identificação de práticas de exercício ilegal da medicina. A operação ocorreu na Igreja Batista Ebenézer, localizada no bairro Dinah Borges, onde atendimentos irregulares estavam sendo realizados.
As investigações começaram após denúncias indicando que o indivíduo identificado como Douglas Lima Prates de 29 anos, natural de Minas Gerais, que se dizia ser técnico optometrista, estaria oferecendo serviços oftalmológicos no local o que é proibido pelo STF. Uma equipe composta por um delegado e investigadores esteve no local e registrou uma grande movimentação de pessoas na área de fundos da igreja, onde Douglas realizava os atendimentos.
Durante a abordagem, foram encontrados diversos materiais característicos de consultórios oftalmológicos, incluindo uma máquina autorefratora, um pupilômetro digital, caixa de lentes de teste, quadro de teste de visão e múltiplos pares de óculos. Também foram apreendidos uma máquina de cartão, carimbo identificando-o como “optometrista”, fichas de atendimento, receitas preenchidas e em branco, bem como uma agenda de consultas.
Douglas Lima Prates, foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado sobre os fatos e tendo sido formalmente responsabilizado pelo exercício ilegal da medicina. Segundo depoimentos de testemunhas, o evento foi amplamente divulgado na comunidade como um “mutirão gratuito” de exames de vista, no qual apenas o valor das lentes seria cobrado, o valor varia entre R$ 300 e R$ 700 e que o projeto contava com o apoio do vereador Marcos Resende, o Xinha, como responsável pela ação.
Como é sabido, a profissão de optometrista não identifica doenças oculares, que são da competência exclusiva de médicos oftalmologistas formados, havendo casos de pessoas que foram enganadas a anos com esse tipo de exame, sem saber que estavam com glaucomas em estágio avançado, sem possibilidade de tratamento, pela falta de conhecimento prematuro.
Todo o material apreendido será encaminhado para perícia, e o inquérito prossegue com o objetivo de identificar outros envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
A AMOESB, Associação dos Médicos Oftalmologistas do Extremo Sul da Bahia, tem se preocupado com questões como essa e, na visão de seu advogado Dr. Leonardo Maia, que fala em nome da Associação: “a Polícia Civil presta um grande serviço à sociedade, sobretudo no que tange à saúde pública ocular.
A associação permanece firme no propósito de garantir que o paciente tenha um tratamento adequado, qualificado e por profissionais que tenham condições técnicas para tanto. Parabenizamos a Polícia Civil”.
Fonte Saiu na Mídia