
Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, explodiu seu carro no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (13/11/2024), e se matou em seguida na frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma testemunha presenciou quando Francisco Wanderley Luiz, chegou em frente ao prédio do STF e retirou um artefato, deitou ao chão e colocou a bomba sobre a cabeça e assinou a explosivo. Antes de explodir o segundo artefato, o homem teria aberto uma parte da roupa e mostrado que tinha artefatos explosivos junto ao corpo.
Os locais foram imediatamente isolados para a perícia técnica e a PF assumiu as investigações em conjunto com a polícia civil. A segurança em todos os prédios dos três poderes foram reforçada. Um grupo de trabalho foi montado até que as informações sejam niveladas e a situação finalizada.
Por conta da suspeita de o corpo ter ficado com algum explosivo, a polícia teve cautela e usou cães farejadores para criar um perímetro e verificar a existência dos artefatos no local. As duas explosões ocorreram em um intervalo de 20 segundos por volta das 19h30.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o registro do carro está em nome de Francisco Wanderley Luiz. Ele foi candidato a vereador pelo PL em 2020 em Rio do Sul, mas não se elegeu.
A PF abriu inquérito para apurar as causas das explosões. Por considerar a possibilidade de um novo ataque aos Três Poderes, a PF vai encaminhar o inquérito ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da investigação sobre os atos de 8 de janeiro. O caso é tratado como gravíssimo.
O homem que se matou na Praça dos Três Poderes, nesta quarta-feira (13), Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tio França, morava em Santa Catarina e atuava como chaveiro.
Tio França visitado o Supremo Tribunal Federal (STF) meses antes, ele chegou registar o momento tirando uma selfie no plenário da Corte. "Deixaram a raposa entrar no galinheiro", comentou. A ida foi no dia 24 de agosto.
Luiz, conhecido como Tio França, publicou um manifesto antes das explosões no entorno do STF e do Congresso Nacional. Na publicação, fez ataques ao Supremo, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Em seu perfil no Facebook, Luiz reproduzia teorias conspiratórias anticomunistas como o QAnon, populares na extrema-direita americana.
Francisco Wanderley Luiz, dono do carro modelo Kia Shuma que explodiu na Praça dos Três Poderes, na noite desta quarta-feira (13/11), deixou os filhos onde morava, em Rio do Sul (SC), após brigas familiares e seguiu para Brasília (DF), perdendo o contato com parentes.
Isso é o que conta o filho adotivo de Francisco, o também chaveiro Guilherme Antônio. Ele está sem contato com o pai há meses e procura por informações, após saber da explosão no veículo.
“Ele tinha uns problemas pessoais com a minha mãe e estava muito abalado com a situação, e ele viajou. Foi só isso que ele falou. Ele só queria viajar. A intenção dele era ir para o Chile”, conta Guilherme.