O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília, na manhã desta terça-feira (17) após a AGU (Advocacia-Geral da União) conseguir a reintegração de posse do prédio na Justiça. Segundo a assessoria de comunicação da pasta, o grupo saiu pacificamente, mas ainda permanece em frente ao local.
A saída do movimento obedeceu a uma ordem da juíza da 2ª Vara Federal do Distrito Federal, que acolheu os argumentos da União e deferiu, no início da noite passada, o pedido liminar para reintegrar a posse do edifício no início da manhã de hoje.
Segundo o MST, 1.500 pessoas participam da invasão, que ocorreu às 5h40 de ontem. Segundo o ministério, o movimento impediu a entrada dos funcionários, mas não houve registro de casos de violência ou tumulto.
Eles pedem a elaboração de um plano emergencial para o assentamento de 186 mil famílias acampadas, a criação de um programa para os assentamentos, investimentos públicos em habitação rural, educação, saúde e crédito agrícola.
A ação do MST faz parte da chamada "Jornada nacional de lutas por reforma agrária", promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril.
O período, conhecido por Abril Vermelho, relembra o assassinato de 21 sem-terra em Eldorado de Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.