Greve de professores na Bahia deixa mais de um milhão de estudantes sem aulas

- 20/04/2012 - 10:55


Os professores grevistas prometem ficar acampados no saguão da Assembléia Legislativa (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

BAHIA - A greve geral de professores do estado da Bahia chega, nesta sexta-feira (20), ao seu 9° dia. O Projeto de Lei 19.776/2012, apresentado pelo Executivo Estadual, que pretende o congelamento dos salários de professores com titulação em ensino médio, licenciatura curta ou não licenciados,  não é aceito pela categoria e o governador Jaques Wagner (PT) diz considerar a greve "ilegal".

Mais de 1 milhão de estudantes estão fora das salas de aula no estado. Esta é a crítica situação atual da educação pública na Bahia, e todo esse impasse não parece nem próximo do fim.

As principais reivindicações da greve dos professores são duas. A primeira diz respeito a não aprovação do Projeto de Lei, proposto pelo Executivo Estadual um dia após o início da greve, deve ser votado na próxima terça-feira (24). O projeto prevê o aumento no salário dos professores de nível médio (ou não licenciados) de R$ 1.451 para R$ 1.679,70. “O problema é que a nova remuneração exclui outras verbas remuneratórias ou reajustes que venham a ser concedidos pelo Piso Nacional do Magistério aos professores licenciados, havendo assim, o congelamento do salário desses professores”, afirma Eduardo Rocha, professor de matemática da rede estadual e participante do movimento grevista.

A outra reivindicação é que o governo cumpra um acordo assinado em novembro de 2011, que previa reajustes salariais de acordo com o piso nacional. O acordo definiu um reajuste de 22,2% no piso atual. O problema é que o governo do estado estabeleceu que o reajuste seja repassado até abril de 2013. A categoria quer que o pagamento seja imediato. “O reajuste precisa ser imediato, e o projeto de lei não pode ser aprovado. Esses salários serão nivelados por baixo e todas as vantagens serão cortadas”, comenta Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), cerca de 2 mil pessoas, entre professores e setores do movimento estudantil, estiveram nesta quarta-feira (18) pela manhã no protesto em frente a Governadoria do Estado e dirigiram-se em passeata até a Assembleia Legislativa com cerca de 700 manifestantes, de acordo com a Polícia Militar. Uma nova assembléia aconteceu nesta quinta-feira (19) para avaliar os rumos da greve.

A Secretaria da Educação do Estado decidiu na noite desta quarta-feira (18) cortar o ponto dos professores em greve. A medida obedece à decisão do Tribunal de Justiça, que sexta-feira, 13 de abril, expediu liminar considerando a greve ilegal e ordenando a volta ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. “De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) é proibido cortar ponto de trabalhador em greve. Ela não pode ser considerada ilegal porque a liminar ainda vai ser julgada. Se o Estado quiser cortar o salário, que corte. Cortar o que não tem não faz falta nenhuma”, revoltou-se Rui Oliveira.

 

Fonte: site Leia Já

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COMENTÁRIOS

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Ilegal é tratar os professores como se fossem bandidos. Nossa greve é muito justa e só é ilegal para essa (in)justiça baiana.
Professor@

Ilegal é tratar os professores como se fossem bandidos. Nossa greve é muito justa e só é ilegal para essa (in)justiça baiana.
Professor@

orrivel isso os alunos estar fora de aula por varios dias sento prejunticado logo na semana de prova!
laryssa

eu acho que pejudica muito a nos estudantes alem de ser ilegal pq os professores da da Bahia tem o maior salario do que os de são paulo, belo horizonte! e isso esta nos atrazando na escola
Aluna

Bom dia,a minha duvida e sobre os alunos como ficam e como vai ficar? pois sem educaçao nao se muda , sera que vcs nao estao fazendo o jogo da elite politica da deseducaçao? obrigado
Jose roque sanches

PARABENS PROFESSORES POR VOCES REIVINDICAREM OS SEUS DIREITOS,QUEIRO DIZER A VOCES QUE LUTA PELOS SEUS DIREITOS PORQUE SEM LUTA NAO HA VITORIA,FICO TRISTE EM VER OS NOSSOS GORVERNANTE DIZER QUE JA FORAM SINDICALISTA E NAO RECONHECE O DIREITO QUE AS CLASSE TRABALHISTA TEM.TENHO CERTEZA QUE VOCES VÄO VENCER ESTA LUTA,UM GRANDE ABRACO E FELICIDADE.
NATIVAL