
ITABELA - Por falta de transporte, cerca de 500 alunos das cinco escolas municipais da cidade de Itabela ficaram sem estudar nesta segunda-feira (23). Sem acordo entre a empresa de ônibus Galvão, responsável pelo transporte escolar no município, e o Sindicato dos Rodoviários do Extremo Sul da Bahia (SINTRAI), a maioria das crianças da área rural do município ficaram em casa.
Segundo o presidente do SINTRAI, Adelson Cirilo dos Santos, a empresa Galvão está deixando de cumprir com algumas obrigações trabalhistas, como o pagamento dos funcionários que está sendo feito no dia 16 e não no dia 05, como determina a lei, e os motoristas que estão trabalhando há mais de um ano e sete meses sem terem as carteiras assinadas, o que traz prejuízos para os funcionários e para o governo.

Outro motivo que levou o sindicato a impedir que os ônibus da empresa Galvão deixassem a garagem nesta segunda-feira (23), foi o fato de a empresa ter sido notificada por duas vezes e não comparecer na sede do sindicato em Eunápolis para tratar do assunto.
De acordo com Adelson, a maioria dos ônibus da empresa prestadora de serviços escolar no municpio de Itabela, apresenta alguma deficiência. “São carros com pneus desgastados, vidros quebrados, problemas nos faróis, falta de extintores de incêndio e veículos com tempo de uso acima do permitido por lei.

Os sindicalistas chegaram à garagem da empresa, que fica no bairro Bandeirante, na cidade de Itabela, por volta das 4h da manhã desta segunda-feira, mas até as 7h não haviam se encontrado com os responsáveis da Galvão.
“Todas as irregularidades encontradas nos veículos escolares do município serão encaminhadas à Polícia Rodoviária Federal”, enfatizou Adelson.