
ITABELA - Este sábado (28) foi o primeiro dia de reposição das aulas perdidas durante a greve dos professores da rede estadual de ensino na Bahia, que já dura15 dias. No Colégio Estadual ACM, em Itabela, as aulas de reposição já começaram. Serão necessários 8 sábados para repor as aulas perdidas durante os dias de greve.
98% dos alunos que moram na zona rural não puderam comparecer à escola, neste sábado, por falta de transporte escolar.
Os estudantes reclamaram por terem que estudar aos sábados. “É bom termos os sábados para nos divertir, passear, ficar em casa com nossos pais. Mas como tem que repor as aulas, somos obrigados a nos privar de tudo isso para estudar”, disse um estudante.
A estudante Cristiane Rosa Sarafim, que mora na Fazenda Santa Rita, a 20 km da cidade de Itabela, conversou com a nossa reportagem e falou das dificuldades para vir ao colégio. “Não teve transporte escolar e tive que pegar carona, mas foi muito complicado. Meus colegas que moram na mesma localidade não puderam vir”.
Segundo o diretor do Colégio Estadual ACM, professor Mauro Luiz, duas professoras não compareceram neste sábado (28). Uma justificou a ausência e outra não. Ainda segundo o diretor, quem faltar sem justificativa, pode ser penalizado. “Temos que repor essas aulas e ficou acertado em reunião que iríamos trabalhar aos sábados até repor todas as aulas. Então, para nós é um compromisso ”, afirmou o diretor.

Já com os alunos a situação é diferente. Quem não puder ir à escola aos sábados e tiver uma justificativa, não poderá ser punido. “Tem aluno que trabalha, então esse aluno deverá trazer uma declaração do trabalho. Nós temos também alunos que são adventistas e não podem estar aqui aos sábados. Nestes casos, o professor vai fazer uma atividade, relacionada ao conteúdo que foi dado no sábado, e nós vamos passar para os alunos”, explica a diretor Mauro.
Quanto à falta de transporte escolar, o professor Mauro explicou que “existe um convênio entre o estado e o município, mas devido ao fato de a greve ter sido a nível estadual e não municipal, ficou complicado deslocar os ônibus para buscar somente os alunos da rede estadual, que são poucos na zona rural”. Segundo ele, os alunos não podem ficar no prejuízo. “Vai haver um processo de revisão de conteúdo para dar maior condição a esses alunos, que não podem ser prejudicados por causa da greve”, disse o diretor.