BAHIA - Acostamento cheio de buracos, sinalização deficiente e várias imprudências cometidas pelos motoristas. Na última semana de abril, o Fantástico percorreu um dos trechos mais perigosos da BR-101 entre o Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em quatro dias, 12 pessoas morreram em três acidentes. Todos os envolvidos tinham entre 19 e 28 anos. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) disse que estudos são realizados para revitalização da BR-101.
Entre as vítimas estão Amanda Oliveira, Marllonn Amaral, Rosaflor Oliveira, Izadora Ribeiro e André Galão. Os cinco jovens saíram de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, na noite de sexta-feira (20) com destino a Prado, na Bahia. Ficaram desaparecidos por quatro dias, até o carro onde eles estavam ser encontrado submerso no Rio Mucuri, na Bahia.
Segundo a PRF, o carro dos jovens ficou desgovernado em uma curva. O veículo passou direto, invadiu o matagal, caiu de uma ribanceira.
“Deveriam existir placas um pouco mais ostensivas para que chamasse a atenção do motorista para o perigo dessa curva. E além delas, deveria existir um dispositivo luminoso chamado de tachões para que o motorista, principalmente à noite, pudesse visualizar as curvas”, disse o inspetor da PRF, Liomário dos Santos.
O estilista André Galão, de 28 anos, era quem dirigia o carro. Ele tinha carteira de habilitação há cinco meses e nunca tinha passado por aquele trecho da estrada. “Vou dizer que meu filho não estava em alta velocidade? Eu não estava lá para ver, mas não creio. Mas realmente aquilo ali não oferece segurança a ninguém. Está muito ruim. É muito buraco. A sinalização é precária”, lamenta Maria da Glória Galão, mãe do jovem.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que a velocidade máxima permitida na rodovia é de 80 km/h e que na região existem três placas de alerta, antes da curva.