
BAHIA - Sem negociação com o governo, os professores decidiram manter o movimento grevista durante a assembléia realizada na manhã desta quarta-feira (2), em Salvador. De acordo com Rui Oliveira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), a greve vai continuar.
Rui Oliveira diz que a categoria planejou um ato na Praça da Piedade, nesta quinta-feira (3), chamado "Feira da Sobrevivência". A principal motivação para o evento é a suspensão dos salários dos professores pelo governo. "A intenção é chamar a atenção da sociedade”.
“O governo cortou o salário e estamos passando por dificuldade. Vamos vender tomates, cebola, quiabo", afirma. No Dia do Trabalho, a categoria se reuniu também em protesto contra o corte nos pontos.
A reunião desta quarta foi feita na Assembléia Legislativa, situada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde a categoria está acampada, e deve ser retomada na segunda-feira (7). O estado já soma 22 dias sem aulas nas escolas da rede pública de ensino. A estimativa é de que cerca de um milhão de alunos esteja sem estudar.
Os professores querem reajuste de 22,22% no piso nacional. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria que garantia os valores do piso nacional, ocorrido em novembro do ano passado, e depois ignorou, mandando para a Assembléia um projeto de lei com valores menores.
No dia 25 de abril deste ano os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio. A greve já foi considerada ilegal pela Justiça e o governo já disse que vai cortar o ponto dos grevistas, caso eles não voltem ao serviço.
O departamento jurídico do sindicato da categoria (APLB) deu entrada em uma ação com pedido de liminar à Justiça na tentativa de derrubar a ordem que impõe multa diária de R$ 50 mil até o encerramento da greve. Segundo o presidente do sindicato da categoria, Rui Oliveira, se houver corte dos salários, os professores não vão repor as aulas perdidas durante a paralisação. O Ministério Público fez uma reunião no dia 24 de abril e se colocou à disposição para mediar o impasse entre a categoria e o governo.
Fonte: G1/Bahia