ITABELA - O pintor automotivo Sildivando Silva de Jesus, de 27 anos, vulgo ‘Silas’, que confessou ter matado Carlos Miranda Teixeira, 21 anos, no dia 29 de abril, no bairro Ouro Verde, se apresentou à polícia nesta quinta-feira (3).
Sildivando, que desde a data do crime se encontrava foragido, compareceu à delegacia de Itabela por volta das 12h desta quinta, acompanhado do advogado, Dr. Artur Leite da Silva. Em depoimento ao delegado Dr. José Hermano Costa, Silas disse que matou Carlos em legítima defesa.
Ele se apresentou espontaneamente na delegacia de Itabela, sendo que foi ouvido pelo delegado. Como não havia mandado de prisão contra o mesmo, ele foi liberado em seguida.
Pelo que foi relatado em depoimento, a morte foi praticada por motivos banais. Segundo o acusado, eles estavam bebendo juntos, quando se dirigiram a outra localidade. “Quando a gente chegou a um determinado ponto do bairro, Carlos pediu droga e eu não tinha, ele, então armado com uma faca, me agrediu. Eu para não morrer tomei a faca e desferi uma facada. Não sei se pegou na barriga ou na perna dele. Ele saiu correndo e eu voltei para minha casa, só no dia seguinte fiquei sabendo que ele havia morrido”, disse o acusado.
De acordo com o delegado Dr. José Hermano, no final do inquérito, se houver provas suficientes, ele irá pedir à justiça a prisão de Silas. Enquanto isso as investigações continuam. De acordo com o delegado, Silas foi beneficiado pela lei penal que diz que quando o homicida se apresenta espontaneamente sem situação de flagrante e é lavrado um termo de apresentação espontânea, concluiu-se o inquérito desta forma.
“Se por ventura vierem situações que ensejam a prisão preventiva, representa-se ao juiz e o mesmo decreta a prisão, mas até o momento não existem situações de representar pela prisão preventiva, porém o inquérito vai ser concluído e será encaminhado à justiça. Como se trata de um homicídio doloso, esse crime é da competência do Tribunal do Júri, ou seja, quem vai julgar o Sildivando Silva de Jesus, o ‘Silas’, será o Conselho de Sentença, representado por membros da sociedade de Itabela.