ITABELA - Moradores da rua Antônio Carlos Magalhães, no centro da cidade de Itabela, sofrem com os transtornos causados pelas chuvas, que transformam a via em um grande lago. Além disso, eles reclamam que o local está propício para focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, que já fez duas vítimas nesses últimos dias.
De acordo com uma moradora, a senhora Sueli, quando a chuva é forte os moradores não conseguem sair de suas residências. “A água já chegou a entrar na minha casa, não da pra sair de casa, fica impossível atravessar”, disse.

Segundo ela, eles fizeram várias reclamações. “Já estamos cansados de reclamar. queremos apenas que essa água não fique acumulada aqui”. Preocupada com os mosquitos da dengue, Sueli relata ainda que a água demora de dois a três meses para secar. “Do que adianta os agentes de saúde fiscalizar as casas se as ruas estão desse jeito?”, diz.
A mesma situação se repete em outras ruas próximas. O cruzamento da rua ACM, ao lado da Escola de 1º Grau Maria d’Ajuda se transformou em uma enorme poça d’água, impedindo a locomoção de moradores.
A dona de casa Marlúcia Chiran, de 46 anos, e seu filho Josemar, de 14, contraíram dengue e estão internados no Hospital Municipal de Itabela há três dias. A casa dela já foi inundada por várias vezes.
Um morador, que não teve seu nome divulgado, disse que estão esquecidos. “Não só eu, todos nós estamos esquecidos. Como todos os cidadãos, nós também pagamos nossos impostos. Eu pago meus impostos em dia. Todo ano tem um reajuste, mas não vejo melhorias aqui”, reclamou o morador.
De acordo com informações dos próprios moradores, “a prefeitura do município tem imposto dificuldades em resolver o problema, já que o calçamento desta rua foi construído na gestão passada e talvez por isso o prefeito se nega a resolver o problema”.
A situação, que vem se arrastando há mais de três anos, já fez com que duas famílias abandonassem suas casas. Uma das casas continua fechada e totalmente inundada. Revoltados, os moradores interditaram a rua nos dois sentidos, usando pedaços de madeiras, impedido a passagem de veículos pelo local.