
BAHIA - O desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou no dia 3 de maio o retorno de Marco Prisco às atividades da Polícia Militar da Bahia até que as duas ações que correm contra ele na Justiça sejam julgadas. O ex-policial foi o principal líder da greve da PM ocorrida entre janeiro e fevereiro deste ano.
Prisco foi exonerado da corporação há dez anos por comandar uma outra greve em 2001. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) afirma que vai recorrer da decisão.
No dia 9 de fevereiro, Marco Prisco foi preso após deixar a Assembléia Legislativa da Bahia. A sede do órgão era ocupada pelos policiais grevistas. Ele foi solto no dia 23 de março.
A assessoria da Polícia Militar confirmou que apenas dois, dos sete PMs que tiveram a prisão revogada, estão em liberdade.
O prédio da Assembléia Legislativa da Bahia, em Salvador, foi liberado na manhã de quinta-feira do dia 9 de fevereiro pelos policiais militares grevistas que mantinham a ocupação desde 31 de janeiro. Marco Prisco e o policial Antônio Angelim deixaram o local presos.
A saída dos manifestantes e as prisões ocorreram após o Jornal Nacional divulgar, na quarta-feira (8), conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia que mostram acertos para realização de ações de vandalismo em Salvador.
Marco Prisco, que também é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), foi flagrado em ao menos um dos telefonemas. Tanto ele quanto Angelim estavam na lista dos 12 integrantes do movimento que eram alvo de mandados de prisão.
O governo da Bahia informou que está avaliando a situação para depois divulgar um comunicado oficial.
Fonte: G1 Bahia