Chuva cai em regiões atingidas pela seca, mas não são suficientes

- 18/05/2012 - 12:42


BAHIA - O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou chuvas de pequena intensidade em cidades do semiárido da Bahia que sofrem há meses com os efeitos da seca, informa a metereologista Cláudia Valéria Silva nesta sexta-feira (18). As precipitações de água foram percebidas entre quarta-feira e quinta-feira, mas não foram significativas.

"Em muitos pontos ocorreram chuvas, mas não resolvem o problema de abastecimento. São chuvas fracas", afirma Cláudia Valéria. Na cidade de Itaberaba, na região da Chapada Diamantina, choveu apenas 2 mm, nível considerado muito baixo. Já em Bom Jesus da Lapa, na região do Vale de São Francisco, o Inmet registrou 15,7 mm de chuvas.

"Para acúmulo de água, é preciso chover acima de 50 mm. Essas chuvas, principalmente na região seca, são rapidamente absorvidas pelo solo, não dão nem para escoar", relata a profissional. O Inmet  não pôde informar o número exato de cidades do semiárido em que ocorreram chuvas. Do sul ao norte do litoral baiano, por outro lado, a previsão é de chuva freqüente nos próximos dias.

A chuva caiu forte na capital baiana e causou problemas no trânsito na manhã desta sexta-feira (18).

Já chega a 238 o número de municípios da Bahia em situação de emergência por causa da seca. Além dos prejuízos para as lavouras e a produção econômica do estado, a festa de São João 2012, um dos festejos mais tradicionais do estado, está comprometida em 37 dos 417 municípios baianos, segundo informou na quinta-feira (10) a União dos Municípios da Bahia (UPB). Vinte cidades baianas cancelaram o evento e 17 reduziram a programação dos festejos, de acordo com a UPB. Até agora, 223 municípios do estado decretaram situação de emergência.

O governo da Bahia, através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícula (EBDA), calcula que os prejuízos com a seca no estado até hoje cheguem a quase R$ 100 milhões. As pastagens secas castigam praticamente todo o rebanho de caprinos, o maior do país com 15 milhões de cabeças. A produção leiteira também sofre.

No norte do estado, uma das regiões mais atingidas, os produtores de feijão lamentam as perdas. “Todo ano a gente colhe, em um hectare, seis a oitos sacos de caroços. Esse ano está desse jeito”, disse um agricultor.

Segundo a EBDA, o prejuízo no estado com a seca pode chegar a um bilhão de reais nos próximos sessenta dias, caso o cenário atual não mude.

Os setores mais atingidos pela seca, ainda de acordo com a EBDA, são o da pecuária. Até agora, houve um déficit de cerca de R$ 560 mil por causa da morte de bovinos e de aproximadamente R$ 302 mil com a redução do peso do gado. São altos os prejuízos com a redução na produção de leite no estado.

 

Fonte: G1

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