BAHIA - O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista a Rede TV nesta terça-feira (22) que vai manter o corte de ponto dos professores em greve há 43 dias na Bahia, referente aos meses de abril e maio.
O APLB Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia) estima que 85% dos 37 mil professores aderiram ao movimento. O governo nega as informações e diz que 630 escolas em 230 municípios estão funcionando normalmente. A rede estadual da Bahia atende 1,1 milhão de estudantes matriculados em 1.422 escolas, em 417 cidades.
"Até como ex-sindicalista que fui, entendo que salário é contraprestação de serviço. Se não houve o serviço, não entendo por que alguém acha que tem de receber salário", disse o governador Jaques Wagner.
Os professores pedem um reajuste de 22,22% --o mesmo reajuste do piso nacional da educação (R$ 1.451). O governo alega que os educadores baianos já recebem acima do piso e diz que a reivindicação é irreal.
"Greve não tem bom senso, não é razoável e esse governo sempre esteve aberto ao diálogo. Eles estão pedindo 22%, aí eu fecho o Estado e entrego a chave", criticou o petista.
APLB Sindicato realizou uma nova assembléia nesta terça, em Salvador, sem acordo. Os professores decidiram que não vão retornar ao trabalho.