Vereador de Ibirapuan acusado de torturar esposa teve prisão decretada pela justiça

- 23/05/2012 - 13:12


Jamille Alves Lima, de 22 anos, esposa do vereador Anderson Amaral, antes e depois de ter as sobrancelhas e os cabelos raspados em sessão de tortura cometida pelo vereador

IBIRAPUAN - O juiz Ricardo Costa, a pedido do Ministério Público estadual (MPE), decretou na segunda-feira (21) a prisão preventiva do vereador de Ibirapuan, Anderson Amaral, de 37 anos, acusado de torturar e estuprar a esposa.“Há relatos de que o vereador deixou o local afirmando que não iria acontecer nada porque a família dele manda na cidade”, disse o representante do MPE. Amaral pode responder por tortura, lesão corporal e estupro.

De acordo com o relato da esposa do vereador, Jamille Alves Lima, de 22 anos, a noite do dia 16 de maio, noite de sessão extraordinária na Câmara de Vereadores de Ibirapuã, se tornou um martírio em sua vida. Ela afirma que o vereador deixou de lado os compromissos com a cidade para resolver uma questão de ordem pessoal. A “pauta” era a suposta traição dela com um colega de trabalho dela.

Muito abalada com tudo, a mulher que trabalha como balconista em uma loja de material de construção disse o aconteceu naquela noite: “Ele pediu para que eu escrevesse algumas coisas num papel. Sentei, peguei a caneta e o papel, e ele disse, escreva, me perdoe. Olhei surpresa e perguntei o porquê. Ele deu uma porrada na minha boca, caí no chão, ele veio por cima e colocou a mão na minha boca ameaçando que se não parasse de gritar, me mataria”, recorda Jamille.

Após a seqüência de agressões que ocorreram na sala da residência do casal, o suspeito levou a mulher para o quarto e a violentou. “Transtornado de ódio ele mandou que eu entrasse no quarto e disse que a gente ia fazer amor, mas me violentou sexualmente e ainda me obrigou a fazer cara de quem estava gostando, para não me bater mais. Meus cabelos lisos e compridos batiam nos quadris, mas durante cerca de três horas de tormento, fio por fio foram cortados por ele.

Logo após o estupro, o vereador mandou a esposa tomar banho e, em seguida, começou a cortar o seu cabelo em frente a um espelho do quarto. “Ele pegou uma tesoura e começou a cortar o meu cabelo. Em seguida, passou a máquina zero e ainda raspou as minhas sobrancelhas”, contou. A sessão de violência só terminou por volta de 23h30, quando um amigo do vereador ligou para ele. “O rapaz parecia estar desconfiado de que algo ia acontecer. Após a ligação, ele foi até lá e me levou para a casa da minha mãe”, relembrou.

O vereador que obrigou a mulher a escrever uma carta confessando o adultério teve a prisão preventiva decretada na segunda (21). Ele é considerado foragido da Justiça.

 

Informações: G1

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COMENTÁRIOS

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O que ele fez não justifica.
bernadete

OLA ALENCAR POE A FOTO DESSE VAGABUNDO TAMANHO GRANDE TB.
INDIGNADO

É LAMENTÁVEL LER ISSO! ESSES CARAS QUE FAZEM ISSO, SÃO VERDADEIROS OTÁRIO. SE A MULHER NÃO GOSTA MAS DO INDIVIDUO, PARTE PARA OUTRA E COM FÉ EM DEUS TUDO SE RESOLVE.
José Pires