Tribunal do Júri de Itabela condena homem a 21 anos de prisão por feminicídio

Giro de Noticias - 26/02/2026 - 10:10


O Tribunal do Júri de Itabela, vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, condenou nesta terça-feira (25) o réu Robson Sales Monfardini a 21 anos de reclusão pelo crime de feminicídio contra Joana Costa Silva, de 45 anos, mais conhecida como “Joaninha”. O crime ocorreu no dia 01/12/2024, no município de Itabela, no sul da Bahia.

O julgamento foi realizado na Vara Criminal da comarca e presidido pela juíza Tereza Júlia do Nascimento. O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, que o acusado foi o autor do crime e que agiu com intenção de matar, em contexto de violência doméstica e familiar.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu no dia 1º de dezembro de 2024, por volta das 20h59, na Rua Amaralina, nº 266, bairro Bandeirante, em Itabela. A vítima foi atingida por golpe de faca, sofrendo hemorragia interna que causou sua morte.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime, bem como o fato de que o homicídio foi praticado por razões da condição de sexo feminino, já que o réu mantinha relacionamento afetivo com a vítima.

Decisão dos jurados

Na votação dos quesitos:

A materialidade do crime foi confirmada por 4 votos “sim”;

A autoria também foi reconhecida por 4 votos “sim”;

Os jurados entenderam que houve intenção de matar;

Foi reconhecido o feminicídio em contexto de violência doméstica;

O pedido de absolvição foi rejeitado por 4 votos a 2.

Com a decisão, o réu foi condenado com base no artigo 121-A, §1º, inciso I, do Código Penal.

Pena e regime

Na dosimetria, a magistrada fixou a pena definitiva em 21 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva para garantia da ordem pública. Após o trânsito em julgado, serão adotadas as providências legais, incluindo comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e expedição da guia de execução penal.

O promotor de Justiça titular de Itabela, Igor Assunção, teve atuação decisiva durante o julgamento. Com firmeza, técnica e domínio do processo, o representante do Ministério Público apresentou provas robustas e sustentou argumentos consistentes que foram fundamentais para convencer o Conselho de Sentença.

Durante os debates no Tribunal do Júri, o promotor destacou os elementos colhidos ao longo da investigação, reforçando a materialidade do crime e a autoria, além de evidenciar o contexto de violência doméstica que culminou na condenação do réu.

Logo após o crime, o acusado Robson Sales Monfardini fugiu para a cidade de Itamaraju, onde foi preso no dia 05/12/2024 pela Polícia Militar. Ele estava escondido na cidade e foi localizado em um posto de combustível, sendo recambiado para a Delegacia de Polícia Civil em Itabela.

O acusado, segundo moradores de Itabela, agredia constantemente a vítima. De acordo com vizinhos, no dia do homicídio, ele teria agredido a vítima, chegando a estrangulá-la, e ainda utilizou uma arma branca do tipo peixeira para consumar o crime.

“Joaninha” era dependente de substâncias como álcool e drogas. Ela era muito conhecida na cidade, não era agressiva e não andava perturbando ninguém. O crime, de forma covarde, causou revolta entre os vizinhos que conheciam a vítima há muitos anos.

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COMENTÁRIOS

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Graças a deus esse safado nao tinha dinheiro ser tivesse nao seria condenado


Sei que nada vai trazer vc de volta Joaninha. Mas tomara que esse safado pague na cadeia em regime fechado o tempo que foi condenado. Que vc não seja apenas mais uma nas estatísticas de feminicídio.
Amiga