BAHIA - Faz 56 dias que os alunos da rede estadual de ensino estão sem estudar devido à greve decretada pelos professores. Até agora as propostas do governo não foram aceitas pelo movimento.
Em assembléia realizada na manhã desta terça-feira (5), em frente à Secretaria de Educação em Salvador, os professores da rede estadual de ensino da Bahia decidiram manter a greve da categoria.
A decisão foi tomada um dia depois da realização de uma reunião entre representantes do Sindicato dos Professores (APLB-BA) e o secretário de Administração do Estado, Manoel Vitório, contando com a intermediação do Ministério Público.
Os participantes discutiram a reabertura das negociações pelo governador Jaques Wagner na segunda-feira (4), quando foi proposto um reajuste entre 22% e 26% em novembro deste ano e abril de 2013 em forma de progressão na carreira.
"A proposta, que foi apresentada ontem, ainda não é de acordo com o que nós queremos. Estamos aguardando o governo nos enviar uma nova proposta, reformulada, que atenda todas as questões da categoria", disse Rui Oliveira, presidente do sindicato dos professores.
"O problema dessa proposta é que ela não contempla todos os professores, excluindo os aposentados e os em estado probatório [recém concursados]", avalia Marilene Betros, vice-coordenadora do sindicato.
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Em entrevista feita na manhã de segunda-feira (4) à TV Bahia, Wagner disse que o reajuste seria em outubro de 2012 e abril de 2013, mas o Governo do Estado enviou nota oficial corrigindo a informação, substituindo o mês de outubro pelo mês de novembro.
Informações e fotos: G1/Bahia