Wagner é derrotado no STF, que considera incabível recurso para não pagar os salários de professores

- 09/06/2012 - 16:44


BAHIA - O governador da Bahia, Jaques Wagner, recorreu ao STF para suspender a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) no dia 29 de abril, determinando o pagamento dos salários dos professores estaduais em greve há 60 dias. O presidente Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao recurso do Governo.

A decisão do Supremo foi tomada nesta sexta-feira (8) e deve ser publicada no Diário Oficial de Justiça no início da próxima semana. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o recurso foi considerado "incabível", por isso, o mérito não será apreciado pela Corte.

“É um bálsamo, alivia muito e dá mais gás ao movimento. Depois de meses de salários confiscados, o Supremo dá um presente desses antes do dia dos namorados”, comemora o presidente do sindicato da categoria (APLB), Rui Oliveira.

O corte nos pontos dos profissionais grevistas pelo governador Jaques Wagner foi comunicado às 33 diretorias regionais, na capital e no interior do estado, no dia 18 de abril. A medida foi baseada, segundo a Secretaria de Educação, na decisão do próprio TJ-BA, que determinou a ilegalidade do movimento grevista. No recurso acerca do pagamento dos salários, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) argumentou que pagar salários vai de encontro com a declaração de ilegalidade afirmada pela Justiça baiana.

Professores estaduais em greve e representantes do sindicato (APLB) se reuniram nesta sexta-feira (8) com o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, na Residência Episcopal, em Salvador, para abordar medidas que ajudem a por fim à greve no ensino público. O secretário-geral da APLB, Claudemir Nonato, afirma que a categoria fez dois pedidos ao líder católico: “Primeiro, queremos que ele tente com o governo um possível diálogo, para que possa sentar e discutir o fim da greve. Segundo, queremos que o governo apresente para a categoria a proposta que foi feita à imprensa, de forma escrita”, explica o sindicalista.

A proposta do governo que não foi aceita pelos grevistas, virou foco de uma reunião entre o sindicato, a Secretaria de Administração e o Ministério Público Estadual. Na ocasião, os sindicalistas decidiram continuar com a greve.

O secretario geral da APLB, Claudemir Nonato, afirma ainda que o movimento está disposto a abdicar de atuais exigências no sentido de retomar às atividades o mais breve possível. Por isso, o comando de greve se reúne neste sábado (9) para elaborar uma contraproposta, que será apresentada aos professores na assembléia marcada para as 9h do dia 12 de junho (terça-feira).

 A proposta feita pelo governo prevê reajuste salarial de 22% para aqueles professores que não têm ensino superior. Outros professores teriam os 6,5% aprovados na Assembléia Legislativa da Bahia, além de dois avanços, de 7 a 7,5%, nos meses de novembro deste ano e abril de 2013, respectivamente. O total seria de 22% para os professores que estão em atividade. No entanto, para ter direito ao aumento, os professores teriam que ter presença regular em cursos de qualificação promovidos pelo governo.

O sindicato aponta, por outro lado, que a proposta não contempla os professores aposentados, em licença médica e estágio probatório. Afirma ainda que o governo está colocando cursos de qualificação no lugar da prova de desempenho, avaliação feita todos os anos, que concede avanços na carreira e aumento de salários a um número limitado de professores.

A categoria insiste na exigência do cumprimento do acordo de novembro de 2011, indicando que o governo se comprometeu a dar a todos os professores reajuste de 22,22%, estabelecido pelo Ministério da Educação como piso nacional do magistério. “Entendemos que não é preciso ter esse caráter [a promoção]. Que pode ser feito de forma automática, sem curso, sem nenhuma restrição", opina Marlene Betros, vice-coordenadora da APLB.

Os professores pediram reajuste de 22,22%. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria, em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acordo mandando para a Assembléia um projeto de lei com valores menores.

No dia 25 de abril, os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio.

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COMENTÁRIOS

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Quero beber cachaças e pingas com ele, mulher dele e suas turmas. Quem sabe sereis felizes.
Broinca

ELE ESTAR GUARDANDO O DINHEIRO PARA ÁS ELEIÇÕES MINICIPAIS QUE SE APROXIMA...NA HORA DE SUBIR NO PALCO PROMETENDO MAIS EDUCAÇÃO,ELE DEPOIS DE ELEITO COMEÇA COM ROUBOS SEM PRESCEDENTES E SEM INVESTIGAÇÕES...CADe O MINISTÉRIO PÚBLICO QUE NÃO AGE NESSA HORA ? O QUE É DELE TÁ GUARDADO...
João matozo

Este homem nunca estudou e não sabe fazer nadinha. Só presta para dar discursos e tapear os incautos. Pai Yanco de cachoeiras faz ebós e despachos e punes estes homem, pois tú és imitados e nunca igualados.
Zeca de Porto

Estes Jaques Wagner das cachaiças e pingas é umas catástrofes nas gestões das coisas públicas. Deveria ser gerentes de alambiques e derivados. Salves meu Santos Expeditios das causas impossíveis.
Bodinho

ESTE GOVERNADOR É PIOR QUE DITADOR,ELE SABE QUE NUNCA SERÁ MAIS GOVERNADOR,ELE NUNCA MIM ENGANOU,NUNCA VOTEI NESTE CARA DE NAZISTA.
Zé Brasil

DE QUE ADIANTA ESTUDAR NO MEIO DO ANO, NINGUEM VAI APRENDER NADA E VAI PERDER MAS TEMPO. ISO É QUE DAR NÃO CUMPRIR O QUE PROMETEU.
eu

Ele não que pagar para fica com dinheiro. quem ti viu quem ti ver PT.
José Pires

Tu é da ceita do inimigo, mas nós que dependemos do nosso salario somos do Poder de DEUS, portanto mais uma vez o BEM derrotou o mal e derrotará sempre.
Itabelense