
ITABELA - Trabalhadores que prestaram serviços ao município através da empresa WME, em dois contratos, continuam sem receber. Alguns desses trabalhadores trabalharam na construção de uma sala de aula no colégio Augusto Costa e na Creche ProInfância, no município de Itabela. Um projeto do governo federal em convênio com o município, que está parado há mais de 5 meses.

Revoltados com a situação que vem se arrastando há mais de cinco meses, parte desses trabalhadores estiveram no programa ‘Giro de Notícias’, veiculado pela Rádio Itabela FM 104,9, nesta sexta-feira (22), para cobrar do dono da empresa, o senhor Jorge Hélio, e do prefeito Osvaldo Gomes Caribé, uma solução para o problema, que segundo os trabalhadores, vêm deixando muitos pais de famílias em dificuldades.
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (SINTICESB) se reuniu em fevereiro deste ano com os trabalhadores e decretou o embargo da obra até que a empresa WME regularizasse os pagamentos salariais em atraso e cumprisse com os direitos trabalhistas desses profissionais da construção civil. Passaram-se quatro meses e nada foi feito para resolver a situação.
Segundo o vice-presidente do Sinticesb, Joel Oliveira de Souza, além da empresa WME Consultoria e Projetos Ltda., mais duas empresas, Claeto Comércio e Serviços Ltda. e DR Engenharia Ltda., prestam serviços para o município de Itabela.
Os trabalhadores reivindicam pagamento de salários em atraso e outras questões essenciais que foram descumpridas pelas empresas, como pagamento de vale alimentação, registro nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social, depósito de FGTS, pagamento do Termo de Rescisão de Contratos de Trabalho, nos prazos legais, e o pagamento da diferença do piso salarial dos trabalhadores da construção.
De acordo com os trabalhadores, o dono da empresa WME alega que não pagou os funcionários por que o prefeito não repassou o dinheiro para a empresa.
Leia também: Operários da construção da creche ProInfância de Itabela continuam em greve