Após assembleia, professores decidem manter greve na Bahia

- 03/07/2012 - 17:16


Após reunião na manhã desta terça os professores decidiram manter a greve

BAHIA - Professores da rede estadual de ensino da Bahia em greve há 84 dias voltaram a se reunir na manhã desta terça-feira (3) em assembleia. Os docentes que compareceram ao estacionamento da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, decidiram pela continuidade da greve.

"Continuamos abertos a negociações, mas enquanto ela não acontece vamos manter o movimento. Na próxima quinta-feira (5) vamos fazer um ato em frente ao Ministério Público e no sábado (7) será realizada uma panfletagem no Imbuí, com o intuito de explicar nossas demandas à população", diz Marilene Betros, vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

Somando os doze dias da greve dos policiais no início do ano, quando as escolas também fecharam, já são 96 dias sem aulas este ano na Bahia.

Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) cassou os efeitos da liminar que declarava a ilegalidade da greve dos professores estaduais da Bahia e pedia o retorno imediato dos profissionais às atividades sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A decisão foi proferida na noite de quinta-feira (28), em resposta à reclamação feita pela defesa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

O ministro remeteu os autos do processo para ser julgado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Nesta terça-feira o TJ-BA informou que aguarda a chegada do processo para agendar a apreciação.

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ressalta que o julgamento atual não afeta o do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve o corte do salário dos professores que participam da greve.

A reclamação foi julgada procedente em parte, sendo remetidas para a instância estadual ainda algumas questões de caráter processual pedidas pela defesa, entre elas, a aplicação da legislação específica de greve, abrangendo, por exemplo, os dissídios da categoria.

O Governador Jaques Wagner mandou romper o contrato de cinquenta e sete professores do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) por não acatarem a convocação de retorno imediato às salas de aula, segundo informações da Secretaria de Administração do Estado (Saeb). O desligamento dos profissionais foi oficializado em divulgação no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (28).

 

Fonte: G1 Bahia

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COMENTÁRIOS

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parbéns alencar voce tem se mostrado que e de verdade em defesa do educadore doe stado vou com tingo ta
MARIA

Alencar este professores arretado estam fazendo campanha para Jr Dapé e Maxé 22 é 22 é 22 a galera desidiu e vai voltar no 22 etá prefeito e vereador arretado
Eita

Lamento que o Governador tenha esquecido de suas origens políticas. Logo ele e o PT que tanto se utilizaram dos movimentos sociais, religiosos, sindicais, etc., para, através das greves se "dizerem" reivindicadores das melhorias dos serviços públicos e à qualidade de vida de seus pestadores, os servidores públicos. Eu sempre votei na oposição, em Roberto Santos, Waldir Pires e Wagner nas duas eleições, mas o vejo um incompetente para respeitar os professores e os estudantes baianos. Que vergonha
José dos Santos