Após 98 dias de greve MP e TJ deixam de participar de negociação entre grevistas e o governo

Redação - 17/07/2012 - 18:17


O presidente da APLB, Rui Oliveira, em reunião com os grevistas

A greve de professores da rede estadual de ensino completou 98 dias hoje e sem acordo entre os docentes e o governo. Com a paralisação, mais de um milhão de alunos estão sem aulas na Bahia.

Na noite desta segunda-feira (16) o Ministério Público do Estado da Bahia juntamente com o Tribunal de Justiça do Estado anunciaram através de nota oficial que não vão mais participar da negociação entre professores grevistas e Governo do Estado para o fim da greve.

Segundo informações da nota, o MP diz que "persistindo o impasse, em razão da não obtenção de um acordo em tempo hábil e visto a aproximação de uma situação de dano irreversível ao calendário escolar, não resta alternativa às referidas Instituições-Mediadoras senão considerar, nas atuais circunstâncias, concluídas as negociações".

O coordenador da APLB, Rui Oliveira, informou que protocolou na manhã desta terça-feira (17) um pedido para que o Ministério Público continue mediando as negociações. Ele informou ainda que vai entregar a contraproposta na quarta-feira (18) depois da assembleia dos professores.

O deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), pediu à Justiça a reintegração de posse do saguão do local, que tem sido ocupado pelos professores da rede estadual de ensino há 98 dias. A entrada da ação ocorreu no fim da tarde da segunda-feira (16).

Marcelo Nilo afirma que participou de reunião com representantes do sindicato da categoria (APLB), encerrada sem acordo. Segundo o deputado, ele pediu que os grevistas saíssem do saguão até a quarta-feira (18), mas os sindicalistas discordaram da proposta e solicitaram que o prazo fosse estendido até o fim do mês.

O presidente da Casa legislativa ordenou aos grevistas o desligamento do ar-condicionado e prometeu cortar a luz nas próximas horas. Por volta das 22h, manifestantes afirmaram que energia foi cortada e que estão sem acesso aos banheiros.

"O ar-condicionado está ligado há mais de 98 dias, ininterruptamente. Tudo tem limite, tenho que ter responsabilidade com o Poder. Passei a manhã toda tentando contato com eles, não me atendiam, só depois que entrei na Justiça me procuraram. Estou aberto ao diálogo, mas não posso permitir que a Casa seja acampamento de um movimento grevista ilegal. O Poder Legislativo é que tem que ser guarita de um movimento ilegal?", indagou o presidente Marcelo Nilo, logo depois da reunião.

 

Fonte: G1 Bahia

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