Após 115 dias professores suspendem greve na rede estadual de ensino da Bahia

Redação - 03/08/2012 - 14:50


Categoria rejeita proposta do governo e finaliza greve mesmo sem o acordo de reajuste de 22,22% (Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE)

BAHIA - Após assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (3), em Salvador, os professores da rede estadual de ensino da Bahia decidiram suspender a greve da categoria que já durava 115 dias. Os professores seguiram em passeata do Colégio Central, no bairro de Nazaré, à Praça Castro Alves no fim da manhã desta sexta.

Os professores decidiram suspender o movimento e marcar uma nova assembleia dentro de um mês caso o governo não cumpra com os acordos oferecidos aos docentes. “Se isso vier acontecer os professores estarão dispostos a voltar com o movimento”, disse Rui Oliveira, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-BA), ao apresentar a proposta à categoria no início da assembleia.

Comando de greve diz que movimento pode voltar caso governo não pague salário cortado (Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE)

Após a votação, a categoria anunciou o retorno das aulas para segunda-feira (6). "Temos compromisso com a reposição, mas é preciso que o governo devolva o dinheiro dos professores e depois o da entidade. Receberemos os alunos de cabeça erguida", pontuou Rui Oliveira.

O governo diz que as secretarias de Educação e Administração vão elaborar uma folha de pagamento extra para saldar os salários dos professores em greve assim que o plano de reposição de aulas for aprovado.

As cinco cláusulas da categoria foram apresentadas na quarta-feira (1º) e pedem a readmissão dos professores demitidos e a retirada de processos administrativos contra professores em estágio probatório; o cancelamento dos processos judiciais contra o sindicato; o pagamento imediato dos salários cortados; o repasse do dinheiro da contribuição sindical e o retorno das negociações.

Na quinta-feira (2), o governo da Bahia respondeu à proposta apresentada pela APLB-BA acatando as solicitações referentes às demissões, processos administrativos, corte dos salários dos professores e repasses das contribuições sindicais. O governo incluiu ainda a parte financeira, que não foi citada na proposta dos professores.

"O governo absorve as posições expressas pela categoria, mas precisamos de um retorno sobre a parte econômica para que haja um acordo. A parte financeira da proposta é a mesma do termo de acordo entregue pelo MP", disse o secretário de Comunicação Robinson Almeida.

A proposta salarial do governo mantém o reajuste cedido este ano com variação entre 6,5% e 11,5%, além de conceder aos professores licenciados da carreira de Magistério, por meio de curso de atualização, promoções com ganho de 7% em novembro deste ano e 7% em março de 2013.

Sobre a questão salarial, Rui Oliveira se limitou a dizer que a questão econômica não está em discussão nesse momento. "Ela já foi rejeitada, não vou assinar", ressaltou.

A Secretaria Estadual da Educação (SEC) divulgou em nota que considera ‘muito positiva’ a decisão dos professores de voltarem às salas de aula na segunda-feira.

A secretaria orienta os diretores das escolas, professores e colegiados a utilizarem os sábados e a estenderem a programação das aulas até os meses de janeiro e fevereiro de 2013 na formatação do calendário de reposição das aulas.


Fonte: A TARDE

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NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES VOTEM EM WAGNER DININO, ESSA BOSTA DE GOVERNADOR.......VCS BAIANOS MERECEM CAMBADA DE OTÁRIOS QUE NÃO SABEM VOTAR....
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