Promotor desmente juiz que retirou filhos de pais

Redação - 23/10/2012 - 12:10


O promotor Ghignone rebateu que "em alguns dos processos, o MP não teve conhecimento"

BAHIA - Três dos cinco processos de retirada das crianças de Monte Santo (a 352 km de Salvador) da guarda  dos pais, Silvânia da Silva e Gerôncio Souza, e de entrega a famílias paulistas, no ano passado, não passaram pelo Ministério Público, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A informação foi obtida pelo jornal A TARDE, junto ao promotor de justiça que responde pela comarca do município, Luciano Tacques Ghignone.

Juiz nega irregularidade e acusa pais de abandono

Ele adiantou que diversas irregularidades em atos do juiz Vitor Bezerra, que respondia pela comarca à época, foram encontradas nos autos dos processos, o que também é apurado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Federal, em Brasília. A CPI investiga se crianças estão sendo vítimas de tráfico de seres humanos.

O promotor desmentiu informações passadas pelo juiz Bizerra, em entrevista exclusiva ao A TARDE, publicada domingo, de que "todos os promotores atuantes no caso concordaram, até então, com as medidas tomadas". Ghignone rebateu que "em alguns dos processos, o MP não teve conhecimento”. “Não tinha como questionar as medidas até então adotadas”.

O promotor lamentou que relatórios do Conselho Tutelar tenham sido usados para fim indevido:  "Os relatórios não eram solicitando a entrega das crianças para adoção. Eram documentos destacando uma situação observada pelo conselho no momento". E ainda reclamou da falta de oitivas dos pais biológicos no processo, outra irregularidade, à luz do ECA: "O MP tinha feito uma solicitação de citação dos pais. Em outro, pediu que fossem procurados  parentes mais próximos que tivessem interesse em ficar com as crianças, o que também não ocorreu".

Ghignone aguarda relatórios sociais feitos com as famílias adotivas em São Paulo e pais biológicos. "Foi feito estudo social na residência da família biológica semana passada. Este trabalho está sendo usado para gerar um relatório que o MP terá em mãos até o final da semana", afirmou.

A equipe de reportagem tentou contato com o juiz Bizerra, por meio da presidente da Associação dos Magistrados do Estado da Bahia, Nartir Dantas Weber, mas não obteve retorno. Ainda enviou mensagem para o e-mail do ex-titular de Monte Santo (atualmente na cidade de Barra), mas também não teve resposta.


Fonte: A TARDE

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COMENTÁRIOS

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kkkk meu Deus! me livre desse Vitor Bezerra, tive uma aula para concurso público em uma instituição em brasília, este juiz foi apresentado como BAN-BAN dos magistrados em sala de aula, estou chocada... vai se saber se o que ele ensinou era o correto??!!
Rosany

Tem que saber o outro lado pra julgar, como será que era a vida dessas crianças? Será q não escaparam de maus tratos?


temos de tomar cuidado pois em muitos lugares pode está acontecendo o mesmo .
Rose do conselho

Devemos tomar cuidado o conselho tutelar ,é pra zelar dos direito do (eca),não para violar estão colocando conselheiros irresponsáveis p trabalhar e é isso que está acontecendo,será que o conselho doi criado p facilitar adoção irregular ,porquê estas atitudes não condiz com os direitos da criança e do adolescente precisamos de justiça. .
Rose do conselho

Por favor devolva as crianaças para seus pais,eu nao gosto nem de pensar e saber se fosse os meus filhos, pois posso comer ate farinha molhada, mas nao deixo meus filhos por nada. Sera que esses pais sao pessoas irresponsáveis? Porque chegou a tal ponto da justiça fazer isso. Nao sei.
itabela mae