Eunápolis-O presidente do PTC, foi enfático ao esclarecer que é muito mais viável fazer a “Festa da Cidade”, que acontece no dia 12 de maio. Uma festa com atividades culturais e a participação popular, e até mesmo, a volta da tradicional Micareta. Quanto aos festejos juninos, que se fortaleça o São João tradicional, com bandas mais baratas.
O grande marco do prefeito Robério Oliveira, o Pedrão de Eunápolis, está no meio de discussões amplas, por parte de políticos e do empresariado, principalmente aqueles que lidam diretamente com as contratações de artistas.
Por se tratar de um evento gigantesco e midiático, este tema não deve pairar somente entre os gestores. Pela sua amplitude, é um tema que merece discussões mais abertas, inclusive com a anuência da sociedade civil organizada. Nem o prefeito eleito Neto Guerrieri, nem o prefeito Robério poderão deter as informações obre o evento.
Considerada uma das festas mais movimentadas do Nordeste, o Pedrão, embora tenha sido um evento transformador, em termos de divulgação, também tem sido motivo de abordagens e discussões, no que tange aos gastos públicos enormes com artistas famosos como Chiclete com Banana, Ivete Sangalo, Michel Teló e outras dezenas. Além é claro, da montagem e finalização da mega estrutura.
O prefeito Robério Oliveira, defende sua “criação” e afirma que o custo benefício é excelente. Acredita que depois do Pedrão, a cidade ganhou imponência, tornando-se conhecida na mídia nacional e acima de tudo, movimentou a economia local.
Por outro lado, o presidente do PTC, Gutenberg Pereira, partido aliado do prefeito eleito Neto Guerrieri, discorda das argumentações do prefeito Robério. Ele, em nome do PTC, tem feito vários questionamentos e buscado junto à própria Prefeitura de Eunápolis, dados sobre os gastos com a festa, os custos com os artistas e a estrutura, bem como, informações sobre as empresas contratantes. O seu estudo ainda não foi concluído.
E, vai mais longe. Nesta quinta-feira, 08, Gutenberg falou ao site agazetabahia.com, sobre o seu pensamento a respeito do Pedrão. Criticou os custos absurdos pagos aos artistas. Salientando não ser justo fazer uma festa tão cara, enquanto setores da saúde pública estão descobertos, sem apoio e sem recursos. “Não sou contra o Pedrão, mas desde que não desampare setores essenciais para a população”, desabafou.