Após vistoria, juíza compara cela no Maranhão com canil.

Redação - 18/01/2013 - 07:16


SÃO PAULO- "Não existe outra definição a não ser canil. Seres humanos são tratados como cães ali. A cela é tão escura que nem possibilita ver quem está dentro. Há muita sujeira”.

A descrição é da juíza Samira Barros Heluy, responsável por determinar, no dia 10, a interdição das quatro celas que formam a carceragem da delegacia de Miranda do Norte (a 140 km de São Luís).

A magistrada relata que as celas são totalmente escuras, com calor excessivo. Segundo ela, havia lixo acumulado e forte odor de fezes e urina, que atraía muitos urubus.

Os presos passavam o dia sentado ou deitado diretamente no chão, já que não existem colchões ou redes.

Havia quatro presos no momento da vistoria. De acordo com a juíza, não havia água potável para eles. A água usada para beber e para higiene pessoal era armazenada em um caixa destampada.

"A água é muito escura. Não é possível que um ser humano beba aquilo", disse a magistrada à Folha. "É um local totalmente escuro, insalubre e sem condições de manter seres humanos."

A juíza comunicou a interdição ao governo do Maranhão e ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Procurado ontem e anteontem, o secretário estadual de Segurança Pública, Aluísio Mendes, não se manifestou sobre a condição da cadeia.

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