Itabela- Veja a situação em que se encontram os 20 detentos da cadeia pública de Itabela. São homens baixos, altos, velhos, novos, pais, cada um tem uma história de sofrimentos e alegrias. A maioria deles está ali acusado por tráfico de entorpecentes.
Do lado de fora das grades não dá para ter noção alguma do que se passa dentro do (xadrez), como são chamadas as celas, das 9h às 17h as grades são abertas e os presidiários podem andar pelo apertado corredor e pátio de sol. Tudo parece muito calmo, mas ninguém tem noção do que pode vir acontecer a qualquer momento dentro de uma cadeia.
A exemplo do que aconteceu na noite de quinta-feira (31) quando se iniciou uma rebelião na cadeia pública da cidade, que terminou com um detento ferido, ele foi agredido e sofreu uma perfuração nas costelas, desferida por um outro detento, usando um pedaço de ferro, conhecido como (chucho),
Após os presos terem tentado se rebelar e agredir um colega de sela, policiais civis e militares adentram a cadeia e iniciaram uma minuciosa revista nas selas na manhã desta sexta-feira. Durante a vistoria foi encontrados vários pedações de ferro, quatro aparelho celulares, fios usado como carregador de celular, duas facas artesanal, ente outro objetos, escondidos nas paredes e nas camas construídas com tijolos.
O delegado titular da delegacia de Itabela Dr.José Hermano Costa e seus policias estão vivendo um dilema constante em seu local de trabalho, de um lado uma cadeia frágil, com presos tentando fugir constantemente e selas com superlotação, de outro a infraestrutura do prédio completamente deteriorada, com vazamento de água no telhado, parte elétrica em curto circuito, e a instalação hidráulica comprometida.
Na manhã desta sexta-feira o vereador Alencar da rádio e o advogado Dr. Leonardo Prado, na companhia do delegado e de policias, estiveram no local para ver de perto a situação de horror em que se encontra a cadeia pública da cidade. O investigador de polícia Fábio mostrou com detalhes a situação da cadeia, com sério ricos de adquirir doenças devidas o acumulo de lixo, e de animais como o rato que frequentam a lugar.
Os presos de Itabela vivem amontoados em três pequenas selas, escuras, com muito calor, mau cheiro, em uma situação desumana, e a polícia se quer tem um lugar adequado para dormir ou até mesmo tomar banho, na delegacia e tudo improvisado.
Segundo a própria polícia a situação de abandono e descaso, deixa os detentos cada vez mais revoltados, muito longe de recuperação entra ruim e sai pior, sem ter o que fazer para ocupar a mente os detentos vivem tentando fugir. A fragilidade da cadeia coloca em risco a vida dos carcereiros que anoitece e amanhece sob total tensão.