Coordenador do MST é morto por dois pistoleiros na frente da companheira e de uma criança.

Redação - 03/04/2013 - 08:00


Iguaí- O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra na Bahia Fábio dos Santos Silva foi assassinado na manhã desta terça feira (2) com 15 tiros, na frente de sua mulher e de sua filha, na cidade de Iguaí. Segundo o coordenador estadual do MST baiano, Valter Rubens Santos, o dirigente já vinha sendo ameaçado de morte na região. No ano passado, concorreu pelo PT ao cargo de vereador nas eleições municipais de Iguaí, mas não foi eleito.

O deputado Valmir Assunção (PT-BA) também comentou as ameaças. “É com revolta e ainda bastante abalado que denuncio o assassinato”, disse ao MST. “Pergunto-me quantas vezes os nossos camponeses e trabalhadores serão assassinados? É esse tipo de ação, com o uso da pistolagem, covarde e cruel, que estamos convivendo no campo brasileiro. Esse assassinato, com claros sinais de execução, não pode ficar impune”, lamentou o parlamentar.

Valter disse que, segundo relatou a companheira de Fábio, duas pessoas em uma moto interceptaram o carro em que estavam e executaram Fábio. As ameaças sofridas por Fábio deviam-se ao fato de o dirigente ser forte defensor da reforma agrária em uma região dominada por grandes latifúndios.

Fábio fazia parte da Brigada Pedro de Almeida desde ocupações realizadas no final de 2009 e em 2010 na Fazenda Três Lagedos, época em que ficou preso por três meses. A partir de então, começou a receber ameaças de morte.

O coordenador disse ainda que há um grande grupo de fazendeiros muito bem organizados na região. “É uma região muito forte de pecuária e a resistência à reforma agrária é grande”, disse. “Mas a reforma vai continuar”, garante.

O MST divulgou uma nota de pesar pela morte do dirigente no site do movimento. No documento, a entidade afirma que o sem-terra já havia sido ameaçado de morte na região. Ainda de acordo com o MST, além de professor, o rapaz já foi candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

O MST tem três assentamentos em Iguaí, onde estão assentadas 165 pessoas.

Informações da Redação da Rede Brasil.

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COMENTÁRIOS

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Seus ignorantes, procuram entender o processo de reforma agrária para depois vocês falarem é feio falar de coisa que nem mesmo conhece o significado, somos trabalhadores e a terra e do governo.
Acampada

Eu sou contra tirar a vida de qualquer pessoa, sejá ela qual for. Mas ficar apoiando invasão de terras dos outros tambem não é certo.
Rafael

isso que da invadir terra dos outros cambada de safado
leandro