Retirada de farinheira de Monte Pascoal divide opinião entre líderes locais e população.

Zulmira oliveira - 02/09/2013 - 18:18


Monte Pascoal - Assunto discutido durante uma audiência pública com autoridades e população (em 19/07) no distrito de Monte Pascoal, sobre Funcionamento da Casa da Farinha, está sendo cobrado por moradores vizinhos ao local. O assunto é polêmico e divide opiniões, uns querem o fechamento da empresa de farinha de imediato, outros querem que a empresa fique no distrito, mas que tenha suas escalações transferidas para mais longe.

Um estudo realizado na própria comunidade por meio de pesquisa, onde 120 pessoas do entorno da Casa da Farinha e de locais mais distantes no próprio distrito foram ouvidas, demonstra que a questão de transferência da Casa da Farinha para a sede desagrada a população de forma quase geral.

Das 120 pessoas ouvidas, 42 (o equivalente a 35%) disseram que o funcionamento da Casa da Farinha na comunidade é prejudicial, enquanto 78 (um total de 65% dos entrevistados) disseram que não. Vale ressaltar que entre os ouvidos 60 pessoas moram no entorno e 60 em áreas mais distantes.

Apesar das disparidades de números revelados pela pesquisa indicarem que a maioria considera que as atividades não são prejudiciais e a decisão quase unânime por parte da população que a Casa da Farinha permaneça no distrito e que seja removida do local de funcionamento (Praça Santa Luzia) para uma área distante, adequada e que passe por adaptações em termos ambientais.

Enquanto moradores do entorno reclamam de excesso de pó, mau-cheiro, poluição do ar e poluição sonora, quedas frequentes de energia e impossibilidade de funcionamento de aparelhos (já que um dos postes de iluminação pública foi invadido pela área da Casa da Farinha) os demais moradores que responderam que o funcionamento das atividades não é prejudicial pensam no desemprego, diminuição da renda do distrito e escassez na produção de mandioca, entre outros fatores.

Entre os ouvidos todos consideraram que a transferência do local de funcionamento da Casa da Farinha para uma área que não ocasione danos aos Vizinhos é a solução viável.

Um dos entrevistados que não quis ter o seu nome revelado disse que: “Existem outros problemas ambientais que precisam ser analisados junto à Secretaria do Meio Ambiente do município. Entre eles: Pulverização da lavoura por vias aéreas e esgotos domésticos lançados nos rios”.

Outro entrevistado admitiu que “o funcionamento da Casa da Farinha precisa de medidas como: incentivo por parte do executivo para que permaneça no distrito, transferência imediata da área e adequações de funcionamento”. Moradores do local permanecem indignados com os transtornos causados pela empresa em suas residências e vidas.

Uma moradora do local disse o seguinte: “Não tenho gosto por arrumar minha casa, a aparência é sempre de ambiente sujo, inalo pó da farinha constantemente, os aparelhos domésticos param de funcionar e quando levamos para manutenção o problema é sempre o mesmo (pó)”.

Um dos moradores mais antigos da Praça já admite que “perdi as esperanças de que o caso seja resolvido, as negociações para a polêmica que é o funcionamento desta empresa no local já duram 5 anos e existe abaixo-assinado, acordo com gestor anterior e até denúncia na Promotoria.

A comunidade na tentativa de fazer valer todos os direitos de cidadãos e participação coletiva da administração pública cobra acompanhamento de todas as medidas negociadas e pronto atendimento das mesmas em prazo hábil estabelecido. 

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COMENTÁRIOS

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Se ele tem varios lugares para construir a farinheira imunda dele porque ainda não tirou heim??Se no municípo tivesse vigilância de qualidade já tinha embargado a tempos, pois é uma imundice por ser como diz indústria...kkkkkkkkkkkk.
A resposta para João

È eu moro um pouco distante o pó chega na minha casa,imagina quem mora perto.
Maria Rita

Dizer que dá emprego...a Veracel que é uma empresa grande o povo de Monte Pascoal fez protesto e foi atendido,agora essa bosta aí,fica nesse lenga lenga...Povo da praça toma uma decisão e me convida que tô dentro.
José

realmente essa farinheira está sendo ofensivo para os moradores da praça Santa Luzia, mas sabe porque ainda está aí e ninguem toma providência? Porque precisamos tomar coragem do povo da capital,botar pra quebrar,junta todo mundo e quebra o pau,logo nequinho dá mais atenção pra esse problema.Acorda Monte Pascoal,cadê o gigante que tem dentro de nós.
Praça Maringá

Lendo a reportagem,acredito que as pessoas da praça Santa Luzia estam certos, nós de outro lugar não temos que dá palpite, pois só quem mora lá que estam sendo prejudicado, deixo uma pergunta para o dono da farinheira, onde ele mora tem poeira? Quando a esposa dele lava e limpa casa tem algum pó de farinha que suja sua residência? Pois pense bem.
Praça São João

Continuando a resposta...esses trabalhadores dessa farinheira são uns pardais só querem trabalhar na rua...fica a dica...vamos pertubar revendicar até alcançar os nossos objetivos que é sair.
Moradora da praça Santa Luzia

Vc pode morar 39 anos e eu nasci aqui,e lhe digo a farinheira prejudica sim, a não ser os porcos que gosta de ver tudo sujo,e se seu Brandão tem lugar pra construir ,porque não levou ainda...outra coisa a vigilância de Itabela só presta para prender produtos clandestino ,cadê essa farinheira que está prejudicando os moradores e o meio ambiente? E que emprego é esse?? São 7 pessoas que trabalham aí,sem carteira assinada,sem seus direitos de trabalhadores decentes.
Moradora da praça Santa Luzia

brandao nao tem nada a perde pois que eu sei ele tem varios lugar para levar essa farinheira,nos que vamo perde porque aqui nao tem emprego,e ele nos paga endia
joao

moro aqui há 39 anos e nunca vi essa cidade crescer,o povo aqui é tão atrazado que essa farieira gera varios empregos e nao prejudica ninguem,até a industria que tem na cidade eles querem tirar,isso é dona maria zoiao fica na rua com baixa assinada induzindo o povo a assinar!
morador de m pascoal

Primeiro a farinheira não é passada de pai para filho,segundo o transtorno é muito desagradável, terceiro os próprios funcionários falou que enquanto o patrão ter dinheiro vai comprando todo mundo como prefeito,meio ambiente, dono do Giro de notícia, em dá pra acreditar mesmo...porque com tanta denúncia e até agora nenhuma providencia...Faça alguma coisa PREFEITA JUNIO DAPÉ...deixe de blá blá.
Moradora da praça Santa Luzia

A questão também deve ser vista pelo meio ambiente local e estadual, já que os dejetos são jogados dentro do rio sem tratamento. ou seja a coisa não é só isso não. fiz uma denúncia deste local imundo na vigilância sanitária que iria fechar o local, mas o secretário de saúde (Luiz Resende) não deixou que os fiscais realizassem seu trabalho. infelizmente temos que conviver com esse pó o dia todo.
DENÚNCIA

cadê a vigilância sanitária que não interdita um local como esse, só falata esse local sujo e imundo ter alvará sanitário de funcionamento,,,,essas coisas só em itabela mesmo...vergonha.
Maria de monte pascoal

tipo assim,vai fazer muita falta , deixem as minhas madiocas ai ,,gosto muito de fazeer farinha, ja tou mestre nesse assunto isso e passadod de pai pra filhoooo kkkkkkkkkkkkkkkkk
abdalas

o povo t
abdalas