
Monte Pascoal - Assunto discutido durante uma audiência pública com autoridades e população (em 19/07) no distrito de Monte Pascoal, sobre Funcionamento da Casa da Farinha, está sendo cobrado por moradores vizinhos ao local. O assunto é polêmico e divide opiniões, uns querem o fechamento da empresa de farinha de imediato, outros querem que a empresa fique no distrito, mas que tenha suas escalações transferidas para mais longe.
Um estudo realizado na própria comunidade por meio de pesquisa, onde 120 pessoas do entorno da Casa da Farinha e de locais mais distantes no próprio distrito foram ouvidas, demonstra que a questão de transferência da Casa da Farinha para a sede desagrada a população de forma quase geral.
Das 120 pessoas ouvidas, 42 (o equivalente a 35%) disseram que o funcionamento da Casa da Farinha na comunidade é prejudicial, enquanto 78 (um total de 65% dos entrevistados) disseram que não. Vale ressaltar que entre os ouvidos 60 pessoas moram no entorno e 60 em áreas mais distantes.
Apesar das disparidades de números revelados pela pesquisa indicarem que a maioria considera que as atividades não são prejudiciais e a decisão quase unânime por parte da população que a Casa da Farinha permaneça no distrito e que seja removida do local de funcionamento (Praça Santa Luzia) para uma área distante, adequada e que passe por adaptações em termos ambientais.
Enquanto moradores do entorno reclamam de excesso de pó, mau-cheiro, poluição do ar e poluição sonora, quedas frequentes de energia e impossibilidade de funcionamento de aparelhos (já que um dos postes de iluminação pública foi invadido pela área da Casa da Farinha) os demais moradores que responderam que o funcionamento das atividades não é prejudicial pensam no desemprego, diminuição da renda do distrito e escassez na produção de mandioca, entre outros fatores.
Entre os ouvidos todos consideraram que a transferência do local de funcionamento da Casa da Farinha para uma área que não ocasione danos aos Vizinhos é a solução viável.
Um dos entrevistados que não quis ter o seu nome revelado disse que: “Existem outros problemas ambientais que precisam ser analisados junto à Secretaria do Meio Ambiente do município. Entre eles: Pulverização da lavoura por vias aéreas e esgotos domésticos lançados nos rios”.
Outro entrevistado admitiu que “o funcionamento da Casa da Farinha precisa de medidas como: incentivo por parte do executivo para que permaneça no distrito, transferência imediata da área e adequações de funcionamento”. Moradores do local permanecem indignados com os transtornos causados pela empresa em suas residências e vidas.
Uma moradora do local disse o seguinte: “Não tenho gosto por arrumar minha casa, a aparência é sempre de ambiente sujo, inalo pó da farinha constantemente, os aparelhos domésticos param de funcionar e quando levamos para manutenção o problema é sempre o mesmo (pó)”.
Um dos moradores mais antigos da Praça já admite que “perdi as esperanças de que o caso seja resolvido, as negociações para a polêmica que é o funcionamento desta empresa no local já duram 5 anos e existe abaixo-assinado, acordo com gestor anterior e até denúncia na Promotoria.
A comunidade na tentativa de fazer valer todos os direitos de cidadãos e participação coletiva da administração pública cobra acompanhamento de todas as medidas negociadas e pronto atendimento das mesmas em prazo hábil estabelecido.