Monte Pascoal- O grupo cinco da Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia (ASPEX) com sede em Eunápolis realizou na noite desta segunda-feira (09) uma audiência pública, no Colégio Manoel Ribeiro Carneiro. A audiência contou com auditório bastante reduzido e interessado em fazer reivindicações com relação aos anseios da comunidade que se pronunciou de forma autônoma e democrática sobre benefícios e parcerias que poderiam ser realizadas entre a comunidade e a empresa Veracel Celulose.
Houve a apresentação dos processos de Certificação Florestal que é um compromisso formal do Produtor Florestal Integrado de adesão aos Princípios e Critérios do CERFLOR Sistema Brasileiro de Certificação Florestal e do FSC® Forest Stewardship Council e respectivas Cadeias de Custódia CoC firmado através da assinatura de um aditamento contratual, em um processo gradativo de Certificação em Grupo, tendo a Veracel Celulose S.A. como Administradora de Recursos.
Ao final da palestra de esclarecimentos sobre processos de certificação a palavra foi franqueada aos ouvintes que participaram com apresentação de anseios da comunidade e críticas às relações da empresa com o distrito.
Reconhecidamente existe um estranhamento de relações entre a Empresa Veracel Celulose e a comunidade do distrito, estranhamento este que foi causado por uma manifestação popular ocorrida no ano de 2004 em que a Empresa Julio Simões foi impedida de transitar por dentro do distrito.
O Senhor Antônio de Oliveira auditor do Bureau Veristas Quality Internacional (BVQI) que é uma empresa privada com capital majoritariamente francês e que realiza certificações admitiu que “após a manifestação popular criou-se uma aresta nas relações entre Empresa/Comunidade e a comunidade precisa criar mecanismos de aproximação que permitam o reestabelecimento das relações”.
A audiência terminou num clima de poucos amigos, onde a comunidade continuará esperando por uma relação bilateral.