ICMBio, IBAMA e produtores de artesanatos se reunem para discutir sobre o uso de madeira de reflorestamento.

Redação - 30/10/2013 - 09:22


Itabela-Visando coibir o uso ilegal de madeiras nativas da Mata Atlântica no extremo sul da Bahia, uma equipe mista do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) entre outros cargos ambientais, realizaram nesta- terça-feira (29), uma reunião com artesãos de São João do Monte (Montinho) distrito de Itabela. O objetivo da reunião foi para que os trabalhadores se adequassem no uso de madeira de reflorestamento ( eucalipto), na confecção de seus artesanatos.

Segundo o ICMBio, a produção e comercialização de artefatos de madeira com essências nativas da Mata Atlântica no local é amplamente conhecida. Lá se fabricam gamelas, farinheiras, tábuas de petisco e de cozinha, colheres, pilões, entre outros artesanatos de forma irregular. Há na região, o uso do eucalipto como alternativa legal ao uso de essências nativas, mas ainda representa pequena parte da produção.

Esta ilegalidade também ocorre em outras localidades da região e a madeira irregular provém dos remanescentes florestais, principalmente do Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, unidade de conservação (UC) Federal gerida pelo ICMBio, e envolve, inclusive, a população indígena que reside nas aldeias e fora delas – fato confirmado pelos moradores de Montinho durante a reunião .

Segundo os trabalhadores, as maiores dificuldades ainda é a aquisição da materia prima a madeira de reflorestamento ( eucalipto), as empresas produtoras desses artefatos se negam em atender os pequenos consumidores  por ser uma quantidade de compra pequena. Outra dificuldade é a disputa entre os produtores do artesanato, “ainda existem alguns artesãos que continuam fabricando suas peças com madeira nativa que tem melhor aceitação no mercado, o que faz o comércio ficar desigual”. Disse o morador Binho.

Montinho já foi contemplado com o Projeto Formas da Natureza, executado pela Raiz Meio Ambiente e Desenvolvimento, que desenha a cadeia produtiva de artesanatos de madeira com o eucalipto. Diante disso, afirma Apoena Figueiroa, coordenador regional do ICMBio (CR7), Montinho não pode insistir no uso de madeira irregular da Mata Atlântica. Apoena informa que ações de fiscalização em toda a cadeia exploratória de madeira nativa, principalmente a oriunda do Parque Nacional, continuarão ocorrendo.

A reunião terminou dando um grande avanço para solucionar o problema, ficou acertado que ainda esta semana, todos os envolvidos no artesanato vão procurar a Secretaria do Meio Ambiente de Itabela, para regularizar a licença ambiental, e se cadastrarem no cadastro Técnico Federal, também  vai haver uma reunião  para tratar sobre a compra da matéria prima(Eucalipto).

O que se pode observar, que muito ainda precisa ser feito em termos de fonte de renda e em termos do comprometimento da população em parar com a retirada de madeira nativa, mas todos os autores envolvidos nesta questão estão em rede, trabalhando para atingir a meta de desmatamento zero, frisa um artesão Ronaldo Marinho.

Para o coordenador regional do IBAMA, Lauro Cezar da Cruz, ainda é necessário conscientizar o consumidor para não adquirir essas peças de madeira nativa, e se unir a outras secretarias para aumentar a fiscalização em combate à extração da madeira na fonte, com isso evitando que este artefato chega até os donos de fabricas de artesanato.

Participaram da reunirão representantes o IBAMA, Lauro Cezar da Cruz, Apoena Figueiroa, coordenador regional do ICMBio, a chefe do Parque Nacional Monte Pascoal , Raquel Mendes Miguel , Oscar Torza da Hong Raiz Meio Ambiente, os vereadores Salvador Assis e Alencar da Radio , e moradores do distrito.

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