
RIO- Em uma apuração emocionante que só foi definida no último quesito (bateria), a escola Unida da Tijuca do carnavalesco Paulo Barros, conquistou 299,4 pontos –apenas um décimo a mais que a segunda colocada. É o quarto título de sua história (1936, 2010, 2012 e 2014).

O Salgueiro, que empolgou a Sapucaí com um samba-enredo contagiante, foi vice-campeão, com 299,3 pontos, à frente da Portela (299,0), que mesmo com um desfile bastante elogiado ficou em terceiro e manteve seu jejum de 30 anos sem títulos. Outra escola do mesmo bairro da campeã, a Império da Tijuca, foi rebaixada para o grupo de acesso.
O presidente da agremiação, Fernando Horta, garantiu a permanência de Paulo Barros no ano que vem e exaltou a disputa equilibrada. “Mas a [Unidos da] Tijuca fez a diferença”, disse.
A escola foi a última a desfilar no Carnaval do Rio e fugiu do óbvio para fazer uma homenagem ao piloto Ayrton Senna. A proposta de não fazer um enredo biográfico ficou clara desde o início do desfile, quando colocou o um integrante representando Senna ao lado de personagens de desenhos animados, todos ligados ao tema velocidade.
Na comissão de frente estavam representados personagens da “Corrida Maluca”, o Sonic, do video-game, o Papa-Léguas, além do corredor Usain Bolt e do próprio Ayrton Senna. Durante a evolução da comissão de frente, bailarinos “dirigiram” uma réplica da McLaren pilotada por Senna, de 1983 a 1993.
Mais adiante, o enredo abordou também a velocidade na natureza. Um dos carros alegóricos tinha uma espécie de selva, em que guepardos faziam intervenções e transformavam parte da alegoria em carros.
Marca de Paulo Barros, a Unidos da Tijuca investiu na coreografia de seus componentes, que interagiam com a estrutura das alegorias. Um dos carros que mais chamou a atenção representava um circuito oval, que era percorrido por componentes dirigindo kart, vestidos como o piloto.
A bateria da Unidos da Tijuca, vestida de mecânicos de F-1, fez também paradinhas ao ritmo de funk. A carreira de Senna foi lembrada apenas no último setor, que contou com uma ala representando países de suas maiores vitórias, outra com crianças representando o Seninha.
O refrão “Acelera Tijuca!” ressoava alto também nas arquibancadas, principalmente quando a bateria fazia uma de suas inúmeras paradinhas. Já a última alegoria trazia um grande pódio, repleto de troféus, com quatro jatos despejando “champanhe” no público.