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Empresa holandesa negou pagamento de suborno a funcionários da Petrobras Foto: Ricardo Moraes / Reuters Empresa holandesa negou pagamento de suborno a funcionários da Petrobras Foto: Ricardo Moraes / Reuters
A empresa holandesa SBM Offshore, suspeita de subornar funcionários da Petrobras, afirmou em comunicado publicado em seu site, na madrugada desta quarta-feira, que pagou US$ 139,1 milhões a um representante no Brasil. A companhia, porém, disse não ter encontrado provas de que funcionários públicos tenham recebido dinheiro.
No comunicado - que fala sobre a apuração de pagamentos de propina a funcionários públicos, entre 2007 e 2011, em três países -, a empresa afirma ter encontrado em Angola e Guiné Equatorial, evidências de pagamento de suborno. De acordo com a nota, a SBM pagou US$ 18,8 milhões para agentes na Guiné Equatorial e US$ 22,7 milhões em Angola. A empresa diz ser a primeira vez que confirma os locais investigados.
“Em relação ao Brasil, havia certas bandeiras vermelhas, mas a investigação não encontrou nenhuma evidência crível de que seu agente fez pagamentos irregulares a funcionários do governo (entre eles empregados da estatal). Além disso, o agente ofereceu serviços substanciais e legítimos no mercado que, no momento, é o maior para a companhia.”
A empresa informou ter pago US$ 123,7 milhões, dos US$ 139,1 milhões, para seu "agente primário", mas não disse quem recebeu a outra parte - US$ 15,4 milhões nem informou a identidade do seu representante no Brasil.
Após as investigações, a empresa afirmou que decidiu romper seu vínculo com agentes nos países em que atua.
Na segunda-feira, a comissão interna criada pela Petrobras para averiguar denúncias de supostos pagamentos de suborno a empregados da empresa envolvendo a SBM afirmou não ter encontrado evidências de pagamento de propina.
A comissão "concluiu que, baseada nos trabalhos realizados e restrita a sua competência regulamentar, não encontrou fatos ou documentos que evidenciem pagamento de propina a empregados da Petrobras", disse a companhia na nota. A auditoria havia sido criada em fevereiro.
A Petrobras acrescentou que foram prestados esclarecimentos à Controladoria-Geral da União e ao Ministério Público Federal, que receberão, junto com o Tribunal de Contas da União, o relatório final da comissão interna de apuração.