
Frente a um Maracanã com lotação máxima, Alemanha e Argentina disputaram o título mundial minuto a minuto, neste domingo (13). As pessoas 74.738 pessoas presentes no estádio – e o resto do mundo – viram um jogo sofrido, truncado, travado. O gol não apareceu nos primeiros 90 minutos e tudo levavam a crer que não apareceria também na prorrogação. Foi quando brilhou Götze. O jovem atacante matou a bola no peito, dentro da área, e bateu sem chances para o goleiro Romero. Gol do título. Gol do mundo. Os alemães são tetracampeões mundiais.
Os alemães chegaram primeiro ao ataque. Aos 3 minutos, tiveram falta próxima da área, mas a cobrança ficou na barreira. A Argentina respondeu com contra-ataque rápido. Higuaín carregou pela direita e bateu cruzado – a bola passou ao lado da trave. Jogo movimentado, ‘lá e cá’.

Aos 8′, Messi deu as caras. Fez grande jogada individual pela direita e descolou cruzamento para a área, mas Hummels afastou. A partir dos 10 minutos, a Alemanha passou a tocar a bola em seu campo de ataque. A Argentina se defendia com uma marcação forte – esperava uma bola para colocar Messi ou Higuaín na frente.
Aos 21′, foi Higuaín que teve a grande chance de abrir o placar. Kroos errou feio na tentativa de recuar de cabeça o e deu um presente para o atacante argentino. Cara-a-cara com o goleiro, ele chutou mal, para fora.
Com o passar do tempo, a proposta de jogo das duas equipes se definia: a Argentina recuada, bem posicionada defensivamente, esperando o momento certo para sair em velocidade; a Alemanha com a posse de bola, trocando passes no campo ofensivo e tentando encontrar espaços.

Com 31 minutos, gol da Argentina. Mas já não estava valendo mais nada. Em nova falha na saída de jogo alemã, Lavezzi cruzou para Higuaín – impedido – finalizar para as redes. Placar fechado.
Aos 36′ foi a vez da Alemanha ter uma grande chance. Müller chegou pela esquerda e ajeitou para Schürrle chegar batendo forte – grande defesa de Romero. Três minutos depois Messi deu a resposta: fez excelente jogada individual pela direita, chegou à linha de fundo, dentro da área, e cruzou para trás. A bola passou por Hummels, mas Boateng chegou para salvar.
No final do primeiro tempo, os alemães conseguiram criar mais. Chegaram algumas vezes com perigo, mas não conseguiram marcar. A bola mais perigosa da etapa inicial surgiu em um escanteio, cobrado por Kroos. Höwedes cabeceou forte e a bola explodiu na trave esquerda. As duas seleções foram para o vestiário com um zero a zero no placar.

Na volta do intervalo, a Argentina apareceu com uma mudança: ‘Kun’ Agüero entrou para a vaga de Lavezzi. E logo aos 2 minutos, os ‘hermanos’ por muito pouco não abriram o placar. Messi recebeu na área, com liberdade, mas chutou para fora – um lance que ele não costuma desperdiçar.
O jogo deu uma acalmada. Aos 15′, a Alemanha chegou com cruzamento na área, para cabeceio fraco de Klose. Ficou fácil para Romero defender. Conforme o tempo ia passando, o jogo ficava mais nervoso, com faltas duras e cartões para os dois times.
O segundo tempo decepcionava, em relação ao que se viu no primeiro. As chegadas ao ataque eram mais desorganizadas e tensas, sem muita precisão.
Aos 36 minutos, a Alemanha chegou com velocidade, sua principal característica – um pouco apagada na partida, até então. Lahm recebeu bom passe pela direita, tocou para a entrada da área para Kroos, livre, que bateu mal, para fora.
E seguiu assim até o final. Argentina e Alemanha teriam, na prorrogação, mais 30 minutos para evitar deixar a decisão do título para os pênaltis.

Logo no primeiro minuto, duas grandes chances alemãs. Götze tocou para Schürrle, que soltou a pancada para a grande defesa de Romero. Logo em seguida, Schürrle escapou pela esquerda e rolou para o meio da área. Kroos chegou batendo forte, mas a bola parou em Garay.
Mais uma vez, a proposta do jogo era essa: Alemanha trocando passes no ataque e Argentina fechada no campo defensivo, aguardando a oportunidade. E ela quase veio aos 7 minutos, em um erro feio de Hummels, que perdeu o tempo de bola depois do cruzamento de Rojo. A bola sobrou limpa para Palacio, que tentou encobrir o goleiro Neuer, mas chutou para fora.
Depois dos 15 minutos jogados, o placar seguia fechado no Maracanã. Os jogadores, já exaustos, tentariam com suas últimas forças o gol do título. Mas o jogo era ainda mais truncado, parava a cada instante.
Foi quando parecia que tudo seria decido nos pênaltis que a Alemanha deu a resposta. E foi com um golaço. Schürrle escapou em velocidade pela esquerda e cruzou na primeira trave. Götze mata no peito, livre de marcação. O jovem atacante, que havia entrado para o lugar de Klose, acertou um belíssimo chute cruzado. Sem chances para Romero.
Desespero. Essa era a palavra para definir os minutos finais do jogo. Aí já não valia mais tática, tinha que ser na raça. Ou em um brilho de Messi, quem sabe. Mas não foi. Nem um, nem outro. O apito final soou, corando com o título a melhor equipe da Copa. A Alemanha é tetra campeão mundial