União perderá R$ 59 bi após renegociar dívidas dos estados

- 07/11/2014 - 10:54


O governo federal vai ter que dar um desconto de R$ 59 bilhões nas dívidas de Estados e munícipios por causa da mudança no índice que corrige o saldo dos débitos que foram renegociados na década de 1990.

Pelos cálculos da equipe da presidente Dilma Rousseff, esse ser o principal impacto para os cofres federais com a aprovação, na quarta-feira (5), da nova lei. Atualmente, governadores e prefeitos devem União cerca de R$ 500 bilhões.

Com o desconto, o governo passar a receber menos a partir do próximo ano. As contas iniciais indicam que a receita de 2015 ficará R$ 1 bilhão menor. Ainda no foram divulgados cálculos sobre o impacto nos próximos anos.

São Paulo deve ser a cidade mais beneficiada, com cerca de dois tersos desse valor. Com isso, afirma que poder pagar toda a divida até  2030, no prazo do contrato.

O alivio permitir ao prefeito Fernando Haddad (PT) contrair novos empréstimos e aumentar investimentos e outros gastos.

 O benefício para as prefeituras foi garantido com a aprovação do artigo que manda o governo recalcular todo o estoque da dívida desde a assinatura dos contratos, no final da década de 1990, até janeiro do ano passado.

Nestes casos, o governo vai trocar a variação acumulada pelo IGP-DI mais 6% a 9% ao ano pela alta da taxa básica de juros (Selic) do período.

A segunda parte do desconto, de R$ 24 bilhões, ser garantida pela troca do índice de correção  das dívidas a partir de janeiro de 2013, outro ponto aprovado na quarta pelo Senado.

Nesse caso, o IGP-DI mais juros de 6% a 9% ser trocado pelo IPCA (índice oficial de inflação) mais 4% ou taxa Selic, o que for menor.

Essa segunda mudança beneficia basicamente os Estados. Para eles, a troca do IGP-DI mais juros pela taxa básica de juros (Selic) será benéfica, especialmente no longo prazo. Nos Estados mais endividados do país, a troca do indexador da divida no vai provocar um efeito imediato nas finanças.

O mesmo acontecer com São Paulo, o mais populoso, onde estimativas da Secretaria de Fazenda apontam uma queda no fluxo de pagamentos s a partir de 2027.

O Rio Grande do Sul o líder do endividamento no país, com uma relação de divida/receita acima do limite de 200% fixado em lei.

Para o governo mineiro, a vantagem da mudança que o saldo devedor deixar de crescer, ao contrário do que acontece hoje. No Rio, o governo estadual afirma que agora h uma perspectiva de quitar os débitos com anos de antecedência. A estimativa anterior era que a divida fosse quitada apenas em 2039. Agora, passou para 2028.

Em São Paulo, a expectativa quitar a dívida um ano antes: o prazo era 2037. A mudança na legislação reduzir o saldo da divida do Estado em R$ 50 bilhões.

Devido a um acordo com a União firmado nos anos 90, os governos do Rio, Minas e Rio Grande do Sul hoje precisam destinar 13% de suas receitas liquidas para quitar antigos débitos.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, estima que a alteração  aprovada no Congresso gere um abatimento de pelo menos R$ 15 bilhões sobre o valor que precisar ser quitado no fim da próxima década.

"Esse espaço fiscal nos abre a possibilidade de trazer para os cofres do Estado US$ 1 brilho em investimentos."

Editoria de Arte/Folhapress

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