Uma nova fonte de corrupção, mas não tanta assim porque o beneficiário é conhecido, emergiu a partir de investigação da Polícia Federal que encontrou no computador de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, ora protegido pela delação premiada. Trata-se de mais uma forte evidência que emerge na Operação Lava Jato. Foram encontrados dois arquivos no computador de Costa com valores destinados (supostamente) a Fernando Baiano, como é conhecido Fernando Soares.
Tanto Paulo Roberto Costa com Alberto Youssef, este último também protegido pela delação premiada, haviam dito que Fernando Baiano seria o operador no esquema de corrupção na petroleira do PMDB, na sua diretoria Internacional, então comandado por Nestor Cerveró, envolvido no esquema. Segundo o jornal “Estadão” um inquérito especifico foi aberto na semana passada para apurar a participação de Fernando Baiano como “operador” do partido.
No computador estão anotadas “entradas” e “saídas” de valores no período de novembro de 2012 a 3 de junho de 2013. Numa delas há as iniciais de FB, que seriam as iniciais do operador Fernando Baiano. O valor anotado é de R$300 mil. Mas os valores poderão a extrapolar muitos milhões de reais.