
O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, na sétima fase da Operação Lava Jato. A PF cumpre mais 26 mandados de prisão contra executivos e realiza buscas em grandes empreiteiras na manhã desta sexta-feira (14). A ação conta com 300 policiais e, além do Rio, acontece no Paraná, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A Justiça já decretou o bloqueio de R$ 720 milhões nas contas de 36 investigados. São cumpridos 29 mandados de busca, 17 de prisão e mais nove de condução coercitiva – quando o acusado é levado para prestar depoimento obrigatoriamente – em São Paulo. Em Jundiaí e Santos, são cumpridos um mandado de busca e um de prisão em cada cidade.
Outros 11 mandados de busca e cinco de prisão são cumpridos no Rio. No Paraná, são dois de busca e um de prisão. No DF, outro de busca e um de prisão. Em Minas e Pernambuco, são cumpridos dois mandados de busca em cada estado.
Duque tem ligações com o PT e foi indicado ao cargo por José Dirceu. Dois executivos ligados à –Toyo-Setal, empresa controlada pela japonesa Toyo Engineering, que tem contratos de mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras–, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Julio Camargo, afirmaram em delação premiada que Duque era beneficiado pelo esquema de suborno. Duque nega as acusações e entrou com uma ação contra Costa.
Os grupos investigados registraram, segundo dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), operações financeiras atípicas num montante que supera os R$ 10 bilhões. Durante a investigação, o doleiro Alberto Youssef –que está preso e colabora com a Justiça por meio da delação premiada– apontou que o esquema envolvia desvio de dinheiro Petrobras.
A Justiça decretou o bloqueio de R$ 720 milhões que pertencem a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas suspeitas de participar do esquema.
Informações da Folha. Foto: Veja