
Três Policiais Militares estão sendo acusados de espancar a dona de casa Gildete Santos Almeida, 28 anos, na cidade de Guaratinga. O acontecimento teria ocorrido na noite do ultimo dia 25 de Novembro (terça-feira), na Rua Travessa Clemente Chaves, no Bairro Novo Horizonte. Familiares da vítima afirmam que após as agressões, a mulher ficou com escoriações e hematomas pelo corpo inteiro, além de graves seqüelas que se manifestaram ao passar dos dias.
Após oito dias das agressões, uma irmã da vitima resolveu procurar auxilio das autoridades competentes para ajudar a mulher, que segundo a família, depois do espancamento, teve parte do corpo paralisado e vem sofrendo constantes convulsões. Com base nas informações da Irmã, na manhã desta segunda-feira (01), Gildete teve uma forte crise e depois disso, não conseguiu mais falar.
Agentes da Assistência Social, CREAS e da Secretaria Municipal de Saúde visitaram Gildete, que está sob o amparo de familiares. Os agentes conseguiram o encaminhamento de Gildete para a cidade de Eunápolis, onde foi realizado na tarde desta segunda-feira, um exame de tomografia cerebral.
De acordo com o boletim de ocorrências da Policia Militar, no dia do acontecimento, por volta das 22:00h os três policiais teriam se deslocado até a residência de Gildete e alertado a mesma sobre a perturbação de tranqüilidade. Gildete estava em companhia de outra mulher identificada até então por Fabiana. Já por volta da meia noite, novas denuncias fizeram com que os policiais se deslocassem pela segunda vez até o local, onde se deparou com Gildete em estado alterado e ameaçando algumas pessoas. Conforme aponta o boletim de ocorrências, Gildete teria desacatado os PMs, que deram voz de prisão.
Os familiares confirmam que no dia do episódio Gildete estava ouvindo musica em volume alterado, mas, não o suficiente para incomodar a vizinhança. A familia ainda confirma de que Gildete ao ser abordada pelos PMs e ao receber voz de prisão, teria mesmo se recusado a entrar na viatura. A vitíma foi agredida, com socos, pontapés e golpes de cassetetes.
O comandante local Tenente Araújo, em conversa via telefone,informou que irá pedir a instauração de um inquérito para apurar as acusações. Quanto aos três PMs envolvidos, o Tenente informou que os mesmos vão continuar suas rotinas de trabalho normalmente na cidade, mas, se for preciso, os soldados poderão ser afastados até a conclusão do inquérito.
Orientados por uma equipe de ação social, os familiares de Gildete que já providenciou o exame de corpo de delito, agora irá levar o caso ao conhecimento do Ministério Publico Estadual, Direitos Humanos e aos órgãos competentes de Direitos e Proteção a Mulher.
Por: Estevão Silva – guarananet.com