PF intercepta ligações entre ministros do STF e da Justiça com o governador acusado de receber propina

redação - 07/02/2015 - 09:36


A Polícia Federal flagrou conversar do ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Gilmar Mendes e do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo com o governador do Mato Grosso, Sival Barbosa (PMDB) - acusado de participar de um esquema de corrupção. O peemedebista foi preso após uma batida policial em sua residência. A PF encontrou uma pistola 380, três carregadores e 53 munições. Como o registro da arma venceu há mquatro anos, a PF prendeu o governador em flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão.

Após o episódio, Mendes ligou para o governador. Na ligação, o ministro pergunta "que confusão é essa"  e classifica a prisão como "loucura". Em determinado momento da conversa, o membro do STF diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso.

De acordo com a Época, após a ligação do magistrado, o ministro da Justiça ligou para o governante.  “Que confusão, hein, governador?”, diz Cardozo, assim que o telefonema começa. Silval Barbosa repete o que dissera a Gilmar Mendes sobre as acusações de corrupção. “Barbaridade!”, diz Cardozo. Silval Barbosa diz ao ministro que tinha uma arma com registro vencido. Cardozo responde: “Muita gente não sabe disso, viu, Silval?”, diz o ministro sobre as regras de renovação de porte. Cardozo ainda diz “que loucura” quando o governador critica o fato de a investigação ser tocada no Supremo, foro do ex-governador e atual senador Blairo Maggi, um dos investigados, e não no Superior Tribunal de Justiça, foro de Silval Barbosa.

A conversa prossegue – em determinado momento, Silval Barbosa é chamado de “mestre” por Cardozo. “O pessoal da PF se comportou direitinho com você? (…) Eu queria saber muito se a PF tinha feito alguma arbitrariedade”, diz Cardozo. “Fizeram o trabalho deles na maior educação, tranquilo”, afirma o investigado. “Qualquer coisa me liga, tá, Silval?”, diz o ministro da Justiça. Ouvido por ÉPOCA, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que é seu dever apurar abusos da Polícia Federal e, por isso, ligou para o governador.

 “Sempre que recebo algum tipo de informação de que pode ter ocorrido algum tipo de abuso, é meu dever apurar. Era uma mera busca e apreensão, e não havia prisão. Posteriormente, pela imprensa, chegou a informação de que o governador tinha sido preso. Deputados também tinham dito que houve arbítrio. É para checar exatamente o que tinha acontecido, eu liguei para o governador para saber o que tinha acontecido.” Segundo Cardozo, ele mantinha contato frequente com Silval Barbosa por ser governador e, por isso, ligou diretamente. O ministro afirmou ainda que, ao falar em “loucura” e “barbaridade”, usou expressões de concordância, sem juízo de valor.

 O advogado de Silval Barbosa, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que não há provas contra o ex-governador. “O caso está sendo investigado e a única base das acusações é uma delação que já foi, inclusive, desmentida pelo delator mediante retratação formal. A defesa não considera que exista qualquer prova de irregularidade contra o governa PF intercepta ligaçãos entre ministros e governador acusado de receber propina de Silval Barbosa”, disse.

Fonte e  Foto: Agência Brasil

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