O ex-prefeito de Itabela, Osvaldo Gomes Caribé, a empresa ABR- Construtora e o Banco Economiza S. A podem ser condenados por desvio e apropriação de verbas públicas para a construção de 60 casas populares destinadas ao Município de Itabela. Destas apenas 10% foram construídas, outras 10% ficaram inacabadas e o restante não saiu do papel e o dinheiro sumiu. A denúncia está sendo feita pelo Ministério Público Federal.
As donas de casa, Almezina Clarindo de Souza de 74 anos e Celia Moreau Canuto, de 50 anos, ambas moradoras na Rua Floriano Peixoto, em Monte Pascoal, Distrito de Itabela foram escritas no cadastro feito pela prefeitura, através da equipe de Ação Social, no Governo do então Prefeito Osvaldo Gomes Caribé, que tinha como Vice- Prefeito o empresário Adilton Eugênio. A proposta do gestor seria a construção de 60 casas, sendo cinco em Monte Pascoal, seis em São João do Monte (Montinho) e quarenta e nove na sede do Município.
Para isso foi firmado um convênio entre o município e o Ministério das Cidades e a SEDUR, para a construção de casas que visavam atender famílias carentes e melhorar as condições de moradia dessas pessoas. Para executar a obra a Prefeitura recebeu mais de R$ 900.000,00, repassados em três parcelas em datas diferentes pelo Governo Federal.
Em maio de 2013 uma equipe de engenheiros ligada ao Ministério das Cidades esteve no município para avaliar o término da construção das casas e verificaram várias irregularidades, mais de 90% das moradias não foram construídas. Em Monte Pascoal, por exemplo, das cinco casas destinadas nenhuma chegou a ser feita.
Ao fim da vigência do contrato, apenas 10,4% do convênio tinha sido cumprido. Supostamente, porque resultou num convênio completamente inútil, já que todas as casas estavam inacabadas. Relatório atestou que as obras realizadas correspondiam a apenas R$ 150.000,00 e não atenderam os objetivos do convênio, porque os efluentes não tiveram a destinação adequada, afirma o relatório.
Revoltadas com a situação e sabendo que alguém roubou o dinheiro de seus sonhos que seria sua moradia, as donas de casas, Almezina Clarindo de Souza de 74 anos e Celia Morreu Canuto, de 50 anos, ambas moradoras da Rua Floriano Peixoto, em Monte Pascoal, procuraram o Vereador Alencar da Rádio na manhã desta sexta-feira (13), pedindo a interferência do parlamentar junto aos órgãos competentes.
As donas de casa querem ser ouvidas pelo Ministério Publico Federal e pela Polícia Federal. Elas alegam que além de serem vítimas de uma suposta quadrilha que fez o desvio de dinheiro destinado as moradias que seriam suas, também foram induzidas a assinar um relatório atestando que as casas estavam construídas. Devido a pouca leitura elas assinaram o documento sem saber o que tinha assinado.
Das 60 residências, apenas quatro foram encontradas em “Montinho”. Das 39 casas destinadas a sede do munícipio, apenas 10% foi concluída, o restante das residências não foi terminado e outras não existem nem o terreno.