
O dólar completou a quinta sessão de alta consecutiva ante o real nesta terça-feira, 28, dia em que a decisão da Standard & Poor's (S&P) de revisar de estável para negativa a perspectiva para a nota soberana do Brasil levou a moeda ao patamar de 3,43 reais, na máxima da sessão.
Apesar da alta, a moeda americana desacelerou e avançou 0,15%, a 3,37 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana avançou 2%. Nas últimas cinco sessões, incluindo essa, a divisa já acumulou alta de 6,17%. "O mercado estava esperando algo semelhante. A surpresa é que veio da S&P, e não da Moody's", afirmou o economista da 4Cast Pedro Tuesta, lembrando que a Moody's está prestes a avaliar a nota do país novamente.
Após a forte reação negativa à decisão da agência de classificação de risco, a moeda retornou a níveis mais moderados, para mesmo assim fechar em alta. A moeda americana também renovou sucessivas máximas em meio às notícias de prisões na nova fase da Operação Lava Jato.
A agência manteve nota do país em BBB-, mas alterou a perspectiva para negativa, de estável. O rating da agência representa apenas um degrau acima do grau especulativo.
A instituição alegou que os riscos para a execução das mudanças da política econômica subiram, nas frentes política e econômica. Segundo a S&P, as investigações do esquema de corrupção na Petrobras levaram a um aumento da incerteza política no curto prazo.
A S&P disse ainda ver diminuição da coesão política no Congresso, o que pode causar um risco material para um eventual rebaixamento por causa da possibilidade de gerar "políticas ineficazes". A S&P destacou ainda os desafios enfrentados pela presidente Dilma Rousseff para angariar apoio para a "correção de rumo na política" e uma "reviravolta na economia"