Atolados em dívidas empresários da construção civil da Bahia temem calote do governo

Fon A tarde on line - 05/05/2011 - 11:33


Salvador - Atolados em dívidas empresários da construção civil da Bahia após um ano sem receber e sem uma explicação convincentes de parte do governo do Estado, pequenos e médios empresários da construção filiados à recém-criada Associação Baiana das Empresas de Obras Públicas (Abeop) foram obrigados a paralisar seus trabalhos e estão na iminência de demitir quase mil operários caso não recebam seus créditos.

As obras em diversos municípios foram contratadas por meio de licitação por vários órgãos do Estado, como a Conder, a Sucap, a Sudic e a Cerb. O governo baiano admite que deve  parte dos contratos alegando que depende do recebimento de parte do empréstimo feito ao BNDES em 2009 para quitar as dívidas.

A Abeop fez publicar uma nota pública nos jornais de Salvador (mesmo “a contragosto”, ressalta a entidade) para explicar à população as razões de deixarem inacabadas escolas, hospitais, centros de saúde da família, pavimentação de ruas e construção de cisternas. “Ponderem que essas e mais “uma enormidade de intervenções de primeira necessidade se encontram sem previsão de entrega, prejudicando única e exclusivamente todos nós, contribuintes baianos”. Tornar o caso público para a entidade que congrega 23 empresas foi uma “última medida desesperada para evitar o fechamento de empresas e demissões em massa”.

Desespero - Um dos empresários prejudicados, que pede para não ser identificado, temendo retaliação, reclama do tratamento dos integrantes da  equipe do governador Jaques Wagner.

“O governador é uma pessoa ponderada e cortês, não é do seu estilo perseguir e prejudicar as pessoas, mas sua cúpula, sai de baixo...”, disse o construtor, achando que a perseguição e a reação raivosa de alguns secretários ante a cobrança da dívida é comparável “aos tempos do carlismo” (época em que o grupo do falecido governador Antonio Carlos Magalhães dava as cartas no Estado).

Os empresários estão tão temerosos de não receber o dinheiro que não permitiram que os canteiros de obras paradas fossem fotografadas. “O que provocou impacto foi o fato de o secretário da Fazenda, Carlos Martins, ter declarado na última audiência pública sobre as contas do Estado na Assembleia Legislativa que o governo não devia nada a ninguém”, lamentou.

Heliton Castelo Branco, presidente da Abeop, explicou que, para sobreviver, os empresários prejudicados estão tomando empréstimos bancários para manter seus negócios. Ele não soube informar qual a dívida global do governo com as empresas pelo fato de as obras estarem pulverizadas em várias secretarias e órgãos.

Repasse de parcela - O secretário estadual do Planejamento, Zezéu Ribeiro, garantiu que o governo quitou “100% o ‘Restos a Pagar’ e 80% do DEA (Despesas do Exercício Anterior)”. Sobre os 20% restantes disse: “Devo, não nego, não pago por enquanto porque não posso”. Em cifras, segundo o secretário, o governo já pagou R$ 386 milhões do DEA, restando R$ 119 milhões.

O problema, segundo Zezéu, foi causado pelo fato de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não ter liberado a segunda parcela do empréstimo de R$ 375 milhões que o Estado captou em 2009.

O secretário considerou a nota da Abeop “equivocada e agressiva” e garante nunca ter recebido solicitação da entidade para um encontro.

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amigo Zezeu fiquei muito feliz em saber que vc é o mais novo sec. da SEPLAN-BA parabens
Itabela

Zezeu estamos aqui em Itabela torcendo por vc meu amigo... sabemos de sua capacidade... Itabela é 1313
Eleito de Zezeu