
Brasília- O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, pediu demissão do cargo no fim da tarde desta terça-feira (7), após se reunir com a presidente Dilma Rousseff em Brasília. De acordo com nota emitida pelo gabinete, a decisão é para "não prejudicar o governo". Instantes depois da circulação da nota, o governo confirmou que a substituta será a senadora Gleisi Hoffmann.
É a segunda vez que Palocci é afastado do governo depois de se envolver em crises políticas. Em 2006, ele deixou o cargo de ministro da Fazenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Nesta segunda-feira (6), o procurador-geral da República (PGR), Roberto Gurgel, arquivou as representações contra Palocci. A PGR recebeu quatro representações contra o ministro que pediam abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro nos últimos anos.
O cargo de Antonio Palocci começou a ser colocado em cheque quando o jornal "Folha de S. Paulo" denunciou enriquecimento em seu patrimônio em mais de 20 vezes durante os últimos anos. No fim da semana passada, a revista "Veja" publicou uma matéria onde dizia que o ministro alugava um imóvel no nome de um laranja.
"O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.
O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.
Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. “Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento.”