O prefeito ACM Neto escolheu como seu vice Bruno Reis, integrante do PMDB, o que não significa dizer que não tivesse bons quadros entre os seus secretários e auxiliares diretos que se afastaram dos postos para ficarem à sua disposição.
O prefeito optou por fechar o DEM com o PMDB, além de outras legendas que seu grupo já comanda. Ficou mais forte com o apoio completo do ministro de Governo, Geddel Vieira Lima, e do seu irmão Lúcio Vieira Lima. Ambos comandam o PMDB na Bahia.
Assim posto, os dois grandes partidos se completam e passam a estar fechados em torno do presidente Michel Temer, que permanecerá no cargo a partir de uma decisão que ocorrerá neste agosto, com o impeachment definitivo de Dilma Rousseff.
O DEM comanda a presidência da Câmara dos Deputados, com Rodrigo Maia à frente, e o presidente em exercício montou uma equipe ministerial com diversas legendas para facilitar o comando da república. O DEM e o PMDB passarão assim a agir coordenados facilitando, em muito, os interesses da prefeitura de Salvador que na época de Dilma permaneceu à distância.
Para ACM Neto esta coordenação agora montada com Bruno Reis no cargo de vice fica completa, favorecendo o que a prefeitura da cidade não teve acesso no seu primeiro mandato ainda a concluir. A dobradinha dos dois partidos trará boas respostas à administração municipal, naturalmente previsível, se Neto se reeleger, o que também é provável, mas nunca se sabe.
Além do mais, há outra possibilidade que deve levar-se em conta: o prefeito, a depender do futuro, poderá se candidatar ao governo baiano, enfrentando uma parada duríssima, o governador Rui Costa.
Se isso vier acontecer, Neto será obrigado a se desincompatibilizar do cargo e transferirá a prefeitura a Bruno Reis.