Caso aconteça a migração da Vulcabrás/Azaléia para outros pais, o impacto econômico na Bahia será catastrófico

Victor Longo/Redação Correios - 02/07/2011 - 09:23


17 mil é o número de empregados da Vulcabras/Azaléia na Bahia, que têm situação incerta com a possível migração da indústria para Nova Délhi

 3 mil trabalhadores já foram demitidos da fábrica da Vulcabras e filiais, segundo prefeitura de Itapetinga. A empresa diz que o número não chega a 2 mil

 R$ 200 milhões é o valor do investimento que a Vulcabras/Azaléia já realizou na Bahia. Sem retorno, empresa ameaça migrar

 Em meados de junho, prefeitos, vereadores e lideranças políticos regionais preocupados com a possibilidade de a Vulcabras/Azaléia de Itapetinga fechar as portas, realizaram uma audiência pública na Câmara de Vereadores do município. Durante o encontro, os políticos discutiram alternativas para sensibilizar o empresariado e para abrigar os trabalhadores já demitidos.

 Em maio passado, a crise do setor calçadista brasileiro foi objeto de debate na Câmara dos Deputados. Em audiência solicitada pelo deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), trabalhadores e chefes foram colocados frente a frente para discutir as demissões.

 “O encontro no Congresso definiu a criação de uma comissão de deputados para conversar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a fim de fazê-lo atender às reivindicações do setor calçadista sobre a política econômica”, explicou o prefeito de Itapetinga, José Carlos Moura.

 O tema também tem tido destaque nas sessões das câmaras de vereadores dos municípios produtores na Bahia. Entre as cidades afetadas, que possuem filiais e empregados da fábrica, estão Maiquinique, Itarantim, Itororó, Caatiba, Macarani, Potiraguá, Firmino Alves, Nova Canaã, Ibicuí, Iguaí e Itambé.

 

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