Para Temer, não há razão para não aprovar reforma da Previdência.

redação - 26/04/2017 - 07:19


Entre as mudanças feitas no texto está a redução da idade mínima para aposentadoria das mulheres (de 65 para 62 anos) e das trabalhadoras rurais (de 60 para 57 anos) (Ueslei Marcelino/Reuters)

O presidente Michel Temer defendeu nesta terça-feira que não há mais razões para que a reforma da Previdência não seja aprovada, já que a proposta inicial foi “enormemente amenizada” depois das negociações com o Congresso. A reforma deve ser votada na comissão especial da Câmara na próxima semana.

Entre as mudanças feitas no texto está a redução da idade mínima para aposentadoria das mulheres (de 65 para 62 anos) e das trabalhadoras rurais (de 60 para 57 anos).

De acordo com o presidente, o governo enviou uma “proposta completa”, mas autorizou o relator da proposta, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), a abrir as negociações para facilitar a aprovação.

“Ele foi, negociou e amenizou enormemente aquele projeto inaugural. Então não há mais razão para que se diga que não se deve aprovar a reforma da Previdência”, disse o presidente. “Houve uma adequação, um ajustamento daquele projeto original, que não é o mesmo, portanto é um outro projeto, que está agora nas mãos do relator.”

Temer almoçou com 13 governadores e três vice-governadores, além de alguns parlamentares, na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para apresentar e defender as mudanças previdenciárias. Ele afirmou que não havia ido ao almoço para pedir apoio à proposta, mas para explicá-la. Ainda assim, disse que todos têm responsabilidade com o país e uma das responsabilidades é a aprovação das reformas.

“Convenhamos que poderíamos muito perfeitamente, comodamente, nos instalar na Presidência e desfrutar do prazer de ser Presidente da República. Mas nós queremos mais, nós queremos é recuperar o Brasil”, disse Temer.

“Nós podemos juntos fazer a reconstrução do país, independentemente de posições político-partidárias, isso não está em conta. O que é preciso é a compreensão de que nós temos um problema sério no país e devemos solucioná-lo”, afirmou o presidente, acrescentando que se a reforma não for feita neste momento poderá ser preciso “maiores sacrifícios em no máximo quatro anos”.

O governo vem tentando costurar apoios em todas as frentes para aprovar a reforma no plenário da Câmara. Apesar das mudanças feitas pelo relator, ainda há o temor de que o apoio não seja suficiente. Na segunda-feira à noite, a Executiva do PSB, um dos partidos da base, fechou questão contra as reformas da Previdência e trabalhista.

O governo e o próprio presidente iniciaram uma maratona para garantir votos. Na segunda, Temer chamou os ministros com mandatos parlamentares para cobrar a garantia de votos das suas bancadas, e anunciou que todos serão exonerados para votar a proposta em plenário.

Nesta terça-feira, além de almoçar com governadores, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, irá jantar com a Frente Parlamentar Agropecuária.

  Fonte Revista VEja

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como pode isso? assim a corrupçao nunca vai acabar, se toldas vez que politicos safados corruptos, roubarem e nos trabalhadores,tiver que pagar as dividas, temos que trabalhar so pra manter essa corja de vagabundos. Agora me diz onde estao todos os bens apreendidos dos que participaram das propinas os dinheiros, joias, carros, e casas de luxo? por que nao sao devolvidos para os cofres publicos de onde foi tirados? isso que nao intendo.
fora temer