
Itabela - A reportagem do Site giro de noticias foi procurada pelo Representante da empresa de vigilância Trans-Forte Segurança e Vigilância LTDA na manhã desta quarta feira (13). Os representantes da empresa fizeram graves acusações ao prefeito de Itabela Osvaldo Gomes Caribe. Eles relatam detalhes do contrato firmado em 01 de janeiro de 2009 (com vigência de 7 meses) com Prefeitura de Itabela no qual afirmam terem sido lesados em mais de 150 mil reais pelo Prefeito Municipal de Itabela.
O presidente da empresa Trans-Forte de vigilância e segurança LTDA, Antônio de Jesus Souza de 37 anos residente na Rua 25 de Maio em Porto Seguro, disse que no ano de 2009 firmou um contrato entre a Trans-Forte e a Prefeitura Municipal de Itabela no valor de R$ 576.090,52 no período de 7 meses, a serem pagos conforme a clausula V do contrato. Os prazos para o pagamento dos serviços prestados seriam no décimo dia de cada mês.
Segundo Antônio a Prefeitura, repassou à empresa no ano de 2009 o valor de 411 mil reais, deixando de cumprir no contrato o valor de 165 mil reais. De acordo com Antonio muitos funcionários não foram pagos porque a Prefeitura não repassou o restante do dinheiro. “Estamos aqui para pedir o apoio dos vereadores e que eles levem esse apelo ao prefeito Caribe, para que o prefeito não deixe pais e mães de família sofrendo por causa desse impasse”. Afirma Antônio.
Antonio de Jesus falou que foi solicitado pela filha do prefeito de Itabela Vanessa Caribe no ano de 2009 para fazer a segurança da festa do Café nos dias 6, 7, 8, 9 de agosto. A prestação dos serviços não estava dentro do contrato, a proposta de orçamento para cada vigilante seria diária de 80 reais que somou um montante de 2.880,00 reais, que também não foram pagos.
Antônio alega que empresa emitiu notas referentes ao restante do pagamento em atraso e entregou no departamento de finanças da prefeitura Municipal de Itabela, mas até fechamento da matéria não foram quitados. Antônio afirma que forneceu uma nota extra para a Prefeitura de Itabela a pedido do Prefeito, no valor de 88.000,00 e que segundo Antônio o Prefeito seria responsável pelos pagamentos dos impostos referente à nota extra que não foram pagos.
Antônio alega ainda que firmou um acordo com o Prefeito e com o chefe de gabinete Rubens Vieira e uma terceira pessoa conhecido por Lobão, que a Empresa Trans-Forte ficassem responsável pelos pagamentos de mais 11 funcionários fora do contrato, com a alegação de que não tinha como controlar o ponto porque esse funcionários fazias outras atividades. Segundo ele a Prefeitura ficou responsável pelo pagamento por fora. A Empresa pagou os funcionários mais alega que o repasse por parte da prefeitura não aconteceu.
Os representantes da Empresa fazem um apelo para sensibilizar o Prefeito. “Pais e mães de família, somados aos seus dependentes, são centenas de pessoas que ficaram sem o seu sustento em Itabela. Esperamos que o Prefeito se sensibilize e pague a Empresa, só assim poderemos pagar os trabalhadores. Não deixe os vigilantes passar por mais necessidades”, argumenta.
Antônio de Jesus Sousa acusa o Prefeito de Itabela de ser o responsável pela falência de sua Empresa, que teve a autorização de funcionamento cancelada no dia 15 de Junho de 2011 pela coordenadoria Geral de controle de Segurança privada do departamento de Policia Federal. Pelo artigo 32 do decreto no 89.056, de 24 de novembro de 1983, a empresa acumulou um valor estimado em 58.808.38 mil reais de débitos junto ao INSS, Receita Federal e outros encargos trabalhistas.